Mostrar mensagens com a etiqueta Dias úteis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dias úteis. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010



De férias, no sítio do costume, tento aproveitar para:
escrever alguns textos que há tempos giram em volta da minha cabeça
finalmente experimentar a Diana
tentar explorar as potencialidades escondidas da minha máquina fotográfica

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ready made



Encontrei-as no Domingo, no Alto dos Moínhos e são tão lindas que vão ficar tal como estão!

domingo, 20 de junho de 2010

Parque do Bensaúde




Fomos lá a semana passada. Fica aqui pertinho de casa e ainda é um sítio pouco conhecido (esteve fechado muito tempo) e por isso muito tranquilo. Como é um parque (e não um jardim) ainda é meio selvagem e impróprio para carrinhos de bebés. As árvores são lindissímas, só por elas vale a pena ir lá (na planta estavam prometidas umas casas nas árvores, mas não encontrei).
É óptimo para:
ir sozinho e levar um livro
ir em grupo fazer um piquenique
ir com crianças pequenas passear
ir apanhar fresco ao fim da tarde, no verão
(e, infelizmente, também para ficar com um ataque de alergia)

Mais informações e história do parque aqui e aqui

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Passear


Este ano prometi a mim mesma que iria passear mais, mas confesso que não tem sido fácil. O trabalho, o miúdo, a casa, o mau tempo... No passado fim-de-semana, com visitas cá por casa, lá conseguimos ir dar umas vaoltinhas aqui por perto: no Sábado, palácio Beau Séjour e lanche no Califa, no Domingo os sempre fabulosos jardins da Gulbenkian (com as famílias reunidas).

"Tudo parecia demasiado bom para ser verdade. O Toupeira continuou a caminhar, de um lado para o outro, através do prado, ao longo das sebes, cruzando matas, vendo por todo o lado os pássaros a fazer o ninho, as flores a dar rebentos, as folhas a despontar - tudo era feliz, tudo estava a desenvolver-se, todos aqueles seres se viam muito ocupados. E sem que a incómoda consciência lhe pesasse, sussurrando-lhe "Tens de caiar!", só conseguia pensar como era divertido ser ele o único bicho ocioso no meio de tanta gente atarefada. Pensando bem, o melhor que as férias têm talvez não seja tanto o podermos descansar, mas vermos as outras pessoas numa azáfama."
Kenneth Grahame, O Vento nos Salgueiros (na belíssima edição da Tinta da China)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Diário de um bebé aos dois meses de idade

(Este diário é do dia 30 de Novembro, quando fiz dois meses, mas como é sabido a mãe anda sempre a melgar-me e ainda não tinha tido tempo de vir aqui)

Começo à meia-noite, hora em que geralmente ainda estou acordado, que isso de bebés que adormecem às 10 da noite é muito bonito, mas não é para mim!! Confesso que os meus pais se esforçam: cantam baixinho, fazem festinhas, revezam-se entre um e outro para me embalarem e eu acabo por adormer (depois da meia-noite, claro).
Às 4h48 da matina acordei para comer. Nesta altura a minha mãe demora um bocado a reagir e são muitas vezes em que me dá maminha apenas com um olho aberto (se ela já é pitosga com os dois, imaginem com um!!). Bem, nesta altura o ambiente é bastante tranquilo: temos sempre acesa no quarto uma luz azulada e suave que vem do globo; como a mamã não acende mais nenhum candeeiro, eu não desperto e depois da maminha volto logo a adormecer, muito consolado.
Esta noite até foi boa porque depois disto só voltei a acordar às 8h da manhã (normalmente também acordo às 6h) para a maminha e voltei a dormir logo, mas passado um pouco a barriga começou a doer e fiquei muito queixinhas. Ora, é nesta altura que a minha mãe, incapaz de se levantar a tal hora (uma vez que deitamos tarde) se torna adepta do co-sleepping e lá vou eu para a cama dos pais, onde normalmente volto a adormecer - para satisfação da minha progenitora, que é grande adepta da sorna.
Às 11h tinha outra vez fome. Então, a mãe deu beijinho e fomos para a sala para a maminha. O pai estava a ir-se embora (neste dia foi um bocadinho mais tarde) e deu-nos beijinhos de despedida. Ainda me perguntou se eu queria ir com ele para a Ellipse, mas chegámos à conclusão que não era possível pois as maminhas da mãe não estão lá. Depois da comida, a mudança da fralda, onde ouvimos uma caixa de música e falamos e rimos: fico muito contente. Claro, que a mãe só toma o pequeno almoço lá para o meio-dia!! Pôs-me na cama a olhar para o móbil que gira, tem música e eu adoro e depois foi para o pé de mim comer e olhar-me com um ar muito apaixonado!!
Hoje era dia de experiências (a cota tem destes vaipes!!) e como queria fazer a impressão da minha mão no diário de bebé, toca de a pôr em descafeínado e espetá-la na página, mas eu tenho 2 meses e não curto mesmo népias abrir a mão. Resultado: ficou uma bodega, claro! Rabujei e a mamã sentou-se no sofá comigo ao colo, deu beijinhos e adormeci lá para as 12h30.
Meia hora depois, surpresa!, acordei rabujento: mais uma dose de maminha! Depois, fui para o balancé e, como a mãe tinha de tomar banho, fiquei a assistir: gosto do barulho da água a cair e de todas as cores e brilhos da casa de banho.
Fiquei ainda no balancé enquanto a mãe almoçava e adormeci às 15h30, mas não por muito tempo, que uma hora depois estava a rabujar e a ir para o colinho da mamã. Às 17h a mãe tentou pôr-me no berço, mas dez minutos depois rendeu-se às evidências e fui com ela para o computador fazer a tese de mestrado (ainda não tenho um ano e já estou a fazer uma tese!). Mas como aquilo é uma seca, e o que me interessa mesmo é o leitnho, às 17h30 lá fui comer outra vez. Depois, dormi mais ou menos meia hora e às 19h30 mamei mais um bocadinho.
Um pouco depois, a massagem e o banho: a minha parte do dia favorita! Às 20h15 comi mais e voltei a dormir para, uma hora depois voltar a acordar e a mãe ter de me embalar a ver se eu sossegava!
Mas o que é certo é que, como é costume, fiquei acordado até à meia-noite!
FIM

domingo, 6 de dezembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

Cá em casa também é Natal


Desde que saí da casa dos meus pais nunca mais tinha tido árvore, mas este ano, achei que o Manuel ia gostar das luzes... Achei mal, porque ele teima em olhar fixamente para o quadro do Pires Vieira que temos em cima do sofá e para as estantes dos livros. Mas enfim, em mim as luzes surtem o efeito de natal. A árvore, não podendo ser de plástico nem um pinheiro mutilado, é um conjunto de ramos secos pintados a vermelho (foi muito barata no aki, passo a publicidade) e eu gosto (sobretudo porque também não ocupa muito espaço).
Muitas vezes, ocupados com a preocupação das prendas e os preparativos para a grande festa, nem reparamos nos simbolismo destas pequenas tradições. A árvore de natal tem sobretudo uma raíz pagã, vinda sobretudo do norte da Europa. Em Portugal, foi introduzida no século XIX pelo rei D. Fernando (marido de D. Maria II), que todos os anos decorava a sala do Palácio da Ajuda com um enorme pinheiro enfeitado. Até aí só se utilizavam os presépios.
Não resisti e fui pegar o Tratado de História das Religiões, de Mircea Eliade, que diz:
"(...) é em virtude do seu poder, é em virtude do que ela manifesta (e que a supera) que a árvore se torna um objecto religioso. Mas este poder é, por seu turno, validado por uma ontologia: se a árvore está carregada de forças sagradas, é porque é vertical, é porque cresce, é porque perde as folhas e as recupera, porque, por conseguinte, se regenera ("morre" e "rescuscita") inúmeras vezes, porque tem latex, etc. Todas estas validações têm a sua origem na simples contemplação mística da árvore, como "forma" e modalidade biológicas."

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Horácio


Encontrei o Horácio! Foi feito pela Inês e, se bem me lembro, é um papa-formigas que quer comer a lua! Este Inverno vou andar com ele...
Que é feito dos seus amigos?

Fatias Douradas



No Outono lembro-me de não podermos ir brincar para a rua e de ficarmos em casa enquanto a minha avó Clotilde, na cozinha, nos preparava deliciosas fatias douradas.
No Sábado, fiz umas sozinha pela primeira vez, com o primeiro livro de culinária que recebi da tia Guida. Não chegaram - obviamente - aos calcanhares das da minha avó, mas deram para matar saudades.

PS - Na receita falta o pormenor de se polvinhar com canela no fim! É indispensável!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Like common people


É a música dos Pulp que teima em não sair da minha cabeça nos últimos dias. Estou de férias, mas não muito - a tese ainda não se emancipou, estou a tentar acabar um capítulo e amanhã vou entrevistar o director do museu. Espero avançar o máximo possível antes do Manuel nascer, mas não posso dizer que isso não provoca em mim alguma ansiedade. Daí ter vontade de me tornar uma pessoa vulgar, daquelas que nunca têm teses para fazer (Smoke some fags and play some pool, pretend you never went to school).

Nos últimos dias:
Sexta - fomos inscrever o Manuel em mais um infantário. Desta vez foi a creche de São José, aqui perto de casa. Foi a que gostei mais até agora: tem um imenso espaço exterior, uma horta, são só 40 meninos até aos 3 anos e a educadora era muito querida. Era mesmo óptimo que o bebé ficasse lá, acho que ele ia gostar do sítio.
Sábado - tese e mais tese e mais tese e a noite no São Luiz a ver demo dos Praga. Bom texto (ou diria, bons fragmentos de texto), mas a não-encenação sabe-se lá do quê não faz o meu género. Eles divertem-se, o público não tanto (tinha achado mais piada se pudesse estar no palco e tomasse banhos com os crocodilos). Talvez tenha um gosto mais para o clássico a nível teatral (não se pode ser contemporâneo em tudo, parece). No blog eles parecem melhor. Talvez sejam.
Domingo - Tese e mais tese e visita ao Samuel, de 5 meses, que será amigo do rapaz cá da barriga, que já herdou algumas roupinhas jeitosas. Bebé muito bonito e sorridente e pais felizes.

Eu quero mesmo ser como uma pessoa vulgar e ler A vida nos bosques (que não há na Biblioteca Camões :(

domingo, 19 de julho de 2009

Vontade de fazer outras coisas

* * *
* *
*
** *
** *
* *

*
* * * * * ** **

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Marquises e varandas com flores à frente da minha casa






(ou "preciosidades urbanas")
Um dia também fotografo o meu jardim de "porteira" de terceiro andar.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Despojos do dia





25 de Fevereiro, na Gulbenkian

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Oito dias depois, 2008 foi:

- O ano em que acabei a parte curricular do mestrado;
- O ano em que comecei a escrever a minha tese e ainda não acabei, nem desisti (nem sei como...)
- O ano em que nasceu a filha da minha amiga de adolescência, ao contrário de todas as expectativas de que seria eu a primeira;
- O ano em que fui a Berlim e a Londres, onde nunca tinha ido;
- O ano em que pela primeira vez vi um Friedrich ao vivo;
- O ano em que o meu mano voltou de Macau e é bom tê-lo cá;
- O ano em que dexei tantos posts por escrever neste blog, mas escrevi uns quantos;
- O ano em que para melhor filme escolho O Sabor de um couscous, para melhor espectáculo talvez este (não vi muitos), mas para melhores exposições escolho as do André;
- O ano em que ainda tenho saudades dos meus avós;
- O ano em que não houve bebés na família.

Para 2009 quero:
- continuar a não desistir da tese;
- desenhar um mapa para o interior de mim mesma;
- namorar mais;
- ir passar férias a um sítio bonito.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Afinal, é sobre isto...


Michelangelo Merisi da Caravagio (Italia 1571-1610)
Natividade com São Francisco e São Lourenço, 1609
Óleo sobre tela (268x197 cm)
Paradeiro desconhecido

Eu só queria desejar um feliz natal. Só que queria dizer que, afinal o natal é uma festa sobre o nascimento, não de alguém em particular mas de todos e cada um de nós. Eu queria dizer que gosto de imagens da Natividade. Por deformação académica eu queria desejar um feliz natal com uma obra de arte. E encontrei um Caravaggio que pelos vistos anda desaparecido:
" Roma El Comando de Carabineros para la Tutela de Patrimonio Cultural de Italia sigue el rastro de una larga lista de importantes obras robadas, pero diez de estas piezas que un día desaparecieron sin dejar rastro quitan aún el sueño a los agentes y a los amantes del arte.
Encabeza dicha lista la “Natividad” de Michelangelo Merisi, conocido como “Caravaggio”, que fue sustraída la noche del 17 de octubre en 1969 en el oratorio de San Lorenzo, en Palermo (Sicilia), y cuyo valor es incalculable.
Un miembro arrepentido de Cosa Nostra, la mafia siciliana, Francesco Marino Mannoia, explicó durante un juicio en 1996 cómo se había robado el cuadro: arrancándolo del marco con una hoja de afeitar, lo que le había causado serios daños.
“Cuando el comprador lo vio se echó a llorar y decidimos destruirlo porque era invendible”, reconoció entonces Mannoia.
Sin embargo, las esperanzas de encontrar esta obra resurgieron cuando el despiadado miembro de Cosa Nostra Giovanni Brusca intentó, aunque sin éxito, negociar un mejor trato carcelario a cambio de información sobre el paradero del cuadro.
Salvatore Cangemi, también de la mafia, aseguró durante otro proceso que el lienzo no se ha destruido y que se expone durante las reuniones de Cosa Nostra como “símbolo de su poder” .
“El hecho de que muchas de estas obras hayan desaparecido hace tantos años no nos desalienta y continuaremos buscándolas siempre”, explicó Raffaele Mancini, responsable del Comando de Carabineros para la Tutela de Patrimonio Cultural."
(aqui)

O meu Natal tem pedidos a mais... O vosso também?

sábado, 13 de dezembro de 2008

A felicidade pega-se

E eu quero um amigo a viver perto de mim!
Factores a favor: dois irmãos a viver perto e o André a viver debaixo do mesmo tecto.
Felizmente o meu mau humor no trabalho não se pega a ninguém (fico mais descansada!)

"Le bonheur se propage comme la grippe : entre amis, voisins et membres d'une même famille, mais pas entre collègues de travail, révèle une étude publiée dans le British Medical Journal. L'un de vos amis qui habite près de chez vous nage en plein bonheur ? Vos chances d'être heureux sont accrues de 25 %. Même topo entre voisins (34 %), frères et sœurs vivant dans un rayon de 1,6 km (14 %), et conjoints demeurant sous le même toit (8 % – sic). Ces effets décroissent avec le temps et la distance, indiquent le Pr Nicholas Christakis de la Harvard Medical School et le Pr James Fowler de l'Université de Californie à San Diego, qui ont suivi plus de 4 700 personnes pendant vingt ans. Bref, le bonheur, ça s'attrape, mais pas au bureau."

Lido e copiado daqui.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Lugares vazios


Oito cadeiras.
Melhor: seis cadeiras e dois sófas.
Oito assentos.
Assento: 1. lugar em que alguém se senta; 2. Apoio, base.
Oito assentos vazios onde alguém se senta. Onde alguém se sentava. Onde alguém se sentará.
A minha avó diz:
- Já são mais as cadeiras que os velhos. Os velhos foram morrendo e as cadeiras ficando.
Os objectos sobrevivem à nossa ausência. Esse é o seu segredo e a nossa angústia. Nós (e os velhos) morremos.
Morrer: 1. Passar do estado vivo para o estado morto, falecer; 2. Cansar-se demasiadamente até à exaustão; 3. Parar de funcionar.
Os assentos lá estão, à entrada da aldeia onde os velhos, provavelmente cansados demasiadamente até à exaustão (de quê?) se (as)sentavam.
A minha avó, a outra, dizia-me:
- Assenta-te aí!
Assentar: 1. pôr sentado; 2. registar; 3. escrever.
É isso que faço, avó: ponho-me aqui sentada, registo, escrevo.
- Pranta-te queda. (quando era mais pequena, prantava-me queda)
Os velhos, com pronuncia alentejana, não falam. Não estão lá, por isso não podem falar. Um escritor dar-lhes-ia voz. Eu não.
Oito assentos vazios para oito personagens inexistentes, que deus (Deus?) dá nozes a quem não tem dentes. E eu não tenho dentes dedos que escrevam.
E os assentos o que diriam? Uma discussão sobre mobiliário urbano? Sobre mobiliário rural? Sobre mobiliário de interior urbano-rural? Boa ideia! Que ricos assentos que deveriam existir por aí, não fossemos nós cansarmo-nos demasiadamente até à exaustão.

Quando voltei, a minha avó ao telefone:
- Olha lá, sempre foste tirar a fotografia?
- Sim, porquê?
- É que aqui na aldeia falaram com o teu avó. Já estavam todos preocupados a pensarem que era da Câmara.
- Não, era eu! Diz lá que podem estar descansados.
(E se eu fosse da Câmara, mandava pôr mais assentos. Reciclados, de preferência, que já vêm com história e talvez um dia um escritor passe por eles e acabe com as ausências dos velhos.)

domingo, 10 de agosto de 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

Uma sopa para os meus sentimentos estéticos.


O título da obra é roubado a Alberto Carneiro: "Uma linha para os teus sentimentos estéticos" está em exposição no Museu do Chiado e vale a pena ir lá (vale sempre a pena e é mais que nossa obrigação ir visitar museus cá dentro - e não só lá fora).
Bem, quanto à sopa, tirei a receita daqui*. Podem repetir, é tão boa quanto parece!
(e nunca pensei que desse para fazer publicidade a um museu!)