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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Verão 2014








É verdade, dois anos depois revelei as fotos da Diana que tinha tirado nas férias de 2014. È que entretanto a embaixada lomográfica de Lisboa fechou e não sabia muito bem onde as revelar até que uma amiga me falou na Print Factory  e fizeram um ótimo serviço.
è pena que a fotógrafa não corresponda... Nesse ano esqui-me de tirar a moldura de tirar em pequeno formato e fotografei em grande, apanhando a moldura a preto. Depois, como não fotografo muito, de uma ano para o outro esqueço-me dos erros que cometi e volto a fazer tudo igual.,.
Mas mesmo assim, vale a pena, eu até gosto das pequenas inperfeições e das coisas estarem meias desfocadas, acho que ficam mais parecidas com as imagens que a nossa memória vai retendo.
Não alterei mesmo nada nestas imagens, até a moldura ficou.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A vida é no verão






É passar 24 sobre 24 horas com o M., tão diferente do resto do ano em que andamos sempre a correr.
É saber lidar com a birras e exigências de uma criança de 6 anos. Saber identificar o cansaço e perdoar todas as horas passadas a ver televisão (afinal de contas ele teve um ano bem duro).
É não saber como escapar à Ria Formosa e às águas quentes de Cabanas.
É comer gelados todas as noites, porque os gelados da Delizia são indiscritíveis (mas podem ler sobre eles aqui)
É já não saber o que é ir ao mar descansada, porque tudo são jogos de bola, corridas a nadar ou combates contra as ondas.

É saber que no fim, muitas das memórias felizes serão as destes dias de verão.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Último dia do 1º ano



Para mim foi ontem que tudo começou. 
Ele subiu as escadinhas com a mala carregada de livros às costas e lá foi.
Foi ontem que a professora me disse: "Ele é tão engraçado! Mas é um bocadinho preguiçoso..."
Foi ontem que fui chamada à escola porque ele distraia os colegas do lado...
Foi ontem que fiquei em pânico porque a professora se foi embora para dar aulas no outro lado do mundo.
E agora, dou-me conta que foram muitos "ontens"... Muitos dias em que subimos as escadinhas para as voltar a descer ao fim do dia.
Muitos dias de trabalhos de casa, de letras novas, de contas com o ábaco. E agora, apenas uns meses depois, ele lê sozinho e faz contas de cabeça - e eu fico pasmada como é que se aprende tanto em tão pouco tempo.
Fico maravilhada e penso, como as outras mães pensam dos seus: "O meu filho é tão inteligente!"
Foram dias às vezes difíceis, mas sempre maravilhosos! 

E a ti, meu querido M, parabéns! E um desejo: que aprendas sempre, que tenhas sempre vontade de conhecer novos caminhos, que nã te falte estrada para andar! (Afinal foram três)

(as fotografias são resultado de entretengas minhas no Sketches)

terça-feira, 3 de maio de 2016

É tarde. (Confissões de uma mãe de um filho único)

Até aqui tinha sido cedo.
O M. era pequeno e continuou pequeno durante muito tempo. A primeira infância é um tempo muito inteiro e muito intenso. Esperava ser uma mãe maior, mas tudo o que sou - corpo, cabeça, coração - foi ocupado por este bebé que agora é um rapaz, cada vez maior, cada vez maior.
O amor não se explica nem se escreve, mas ocupa-nos totalmente. Desde o primeiro momento em que soube que estava grávida, este corpo nunca mais foi só meu.
Nunca pensei ser mãe de um único filho. Dois foi sempre o número mínimo, sendo três o ideal. Mas até agora foi sempre cedo para o segundo. Por razões sentimentais, financeiras, históricas, sociais - sim, isso tudo! Porque a forma como idealizamos e educamos um filho hoje não tem nada a ver com o que era exigido há uns 20 anos atrás.
Foi sempre cedo. E agora, que começo a por a hipótese de ter -finalmente - um segundo filho, é tarde. Durmo mal, acordo de noite com preocupações e cheia de medo. Ao segundo, uma pessoa sabe ao que vai. Sabe que terá de ser com o segundo o que foi com o primeiro - esse, que nos ocupa ainda todo o corpo e coração - e tem medo de falhar. 
É tarde, eu tenho quase quarenta anos. Será tarde para o M. partilhar tudo o que até agora conquistou com um ser muito, muito mais pequeno. Será tarde para partilhar um quarto que até agora foi só dele. Será tarde para partilhar os pais.
Assalta-me de morte o medo que ele deixe de gostar de mim, de o considerar uma espécie de traição, de perguntar: "Porque não te bastei eu?"
O nascimento de um bebé é uma experiência avassaladora, totalmente monopolizadora da mãe nos primeiros tempos. Temo que não seja fácil para ninguém. Também eu sou a irmã mais velha. Os meus três irmãos são maravilhosos mas confesso que a cada um sentia que perdia um pouco dos meus pais. As atenções dividem-se e acredito que tudo em nós se divida também.
Eu sei que todas as "mães-de-muitos" que por aí me estão a ler, falam no milagre da multiplicação. Da multiplicação do amor e de tudo o mais. E talvez seja verdade, mas eu ainda não consigo ver esse ponto de chegada.
O que eu sei é que acordo a meio da noite cheia de medo e penso que talvez seja tarde...

quinta-feira, 24 de março de 2016

Teatro São Luiz


De vez em quando vamos ao São Luiz. Tem uma óptima programação para os mais novos e é um teatro tão bonito!!!
Desta vez tinhamos ido ver filmes mudos com música ao vivo, os "Filmes Pedidos".
Garanto que todos os espetáculos são bons, é só escolherem o que mais gostam.
Já temos agendado o concerto da Capicua.
(É tão bom podemos partilhar momentos destes com os nossos filhos!)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A Liberdade (que não está a passar por aqui)

O M. está no 1º ano de um escola pública. Tem, como a maioria dos seus colegas, 6 anos.
Entra às 9 da manhã e devia sair às 17h30. Não sai às 17h30. Sai sempre depois das 18h40, que é quando eu chego à escola. Normalemnte está rabujento porque raramente come o lanche da tarde como deve ser.
Sejamos claros: o meu filho, a esta hora, está extenuado, enervado, com os níveis de acúcar em baixo e parece uma pequena fera. Eu compreendo. Canso-me, mas compreendo!
Às segundas, quartas, quintas e sextas a criança traz trabalhos de casa. Amaldiçou a professora. São coisas pequenas, mas são trabalhos. São obrigações a que ele tem de responder e a que eu tenho de juntar a uma parafernália de obrigações domésticas.
A esta hora, antes de ser mãe, sentava-me no sofá 10 minutos ou meia hora. Agora já não posso e não me queixo, mas acho sinceramente que o míudo devia ter esse direito. O direito a procrastinar, a parvejar, a rabujar, a ver tablet. Não tem. A sério que amaldiçou a professora (no outro dia ela mandou fazer os números de 1 a 20, cada um deles numa linha e até ao fim. Não vejo utilidade nenhuma nisto!)
Aos fins-de-semana, os trabalhos são maiores. Os dele e os meus. E eu não consigo... Distraío-me com a roupa para dobrar ou tenho ataques de nervos com a desarrumação da casa...
Apetece-me fugir e foi o que fiz, com ele atrás, mesmo depois de ter resmungado que queria ir para um museu e não para um jardim.
Levámos a bola e a manta do pic nic e também levámos os restos dos TPC, que o pai já tinha feito com ele o resto. Foi melhor assim,
Devia ter mais coragem na fuga. Devia escrever à professora a dizer que o meu filho não faz mais trabalhos de casa. É uma violência para toda a família!
E sinto que a nossa liberdade acaba cedo, demasiado cedo para que possamos ser livres o resto da nossa vida.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

"Mãe, fazes uma corrida comigo?"


"Não. Estou cansada, filho." - é a resposta que me vem imediatamente à cabeça, mas que raramente digo.
Afinal de contas ele é meu filho e só quer correr.
Correr até à próxima porta, ao próximo poste, àquela mancha de alcatrão mais escuro.
Ele quer correr e ganhar - e eu quase já não preciso de fingir para o deixar chegar primeiro.
No fim destas curtas e frequentes corridas, destes momentâneos sprints, a que quero sempre dizer não, sinto-me feliz. Uma felicidade pura e despreocupada de quem apenas só correu um pouco, mas serviu para fazer o miúdo feliz.
Talvez para o ano devesse correr mais.

(Esta fotografia foi tirada pelo meu irmão, enquanto corríamos numa aldeia do Alentejo)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

os maravilhosos desenhos dele

Quando, no fim do ano escolar, o M. trás as pastas da escola, cheias de desenhos, fico sempre maravilhada. Eu sei que todas as mães adoram os desenhos dos filhos, e que isto não é nada de especial... Mas para mim, que até sou historiadora de arte, são mesmo das melhores coisas que existem.
Ele desenha muito. A nossa casa parece um atelier porque eu nunca o proibi de desenhar em nenhum sítio: existem desenhos na mesa de refeições, nas paredes, na porta de casa, na mesa de trabalho. As outras mães, mais arrumadas e fãs da limpeza devem achar um sacrilégio, mas para mim, qualquer desenho dele é uma maravilha, ou uma tentativa - e ambas são igualmente válidas!
Este ano, com a aprendizagem das letras e a ter de fazer tudo direitinho, tenho alguma receio que os desenhos se tornem menos espontâneos... Ando sempre a espreitar, a tentar ver como as coisas evoluem.
O que eu gostava mesmo, mesmo é que ele nunca deixasse de desenhar!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Uma prenda para a mãe

Durante muitas noites fizemos teatrinhos de sombra. Utilizávamos as marionetas ou as mãos para fazer silhuetas que projectávamos nas paredes com a ajuda do candeeiro da mesa de cabeceira. Era uma brincadeira antes de dormir que o M. gostava muito, mas que já não fazemos há muito tempo.
Agora, depois de ter estado uma semana com os meus sogros, preparou-me esta maravilhosa surpresa. É o mais bonito teatro de sombras que já vi, claro. 
E, sobretudo, fiquei contente com a iniciativa e empenho.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Brincadeira de férias

Penso que os Playmobils lá de casa devem ser bastante felizes!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Masterchef... Eu?

"Mãe, sabes aquele programa do Masterchef? Eles vão lá e aprendem com os professores, que ensinam e ajudam."
"Sim," - Respondi eu, ingenuamente.
"Sabes, mãe, tu podias ir fazer uma espécie de Masterchef... Com a avó Helena, ou outra avó qualquer."

Isto, depois de, há uma semana eu lhe ter feito a tão desejada lasanha e ele me ter dito: "A da Carla é melhor." (sendo que a "Carla" é a cozinheira da escola, a mim pereceu-me uma ofensa!)

E assim, se deita abaixo todo o imenso esforço que tenho feito para ser uma cozinheira razoável. Infelizmente pareço não ter herdado os genes da minha avó Clotilde, que passaram todos para o meu irmão - esse sim, cozinheiro de profissão.

terça-feira, 23 de junho de 2015

O estranhamento do corpo

Diz-me que tenho rugas na testa.
Enumera, apontando com os pequenos dedos, os inúmeros sinais que tenho no corpo.
Pede para eu me rir ao espelho, só para ver os traços marcados nos cantos dos meus olhos.
Depois, olha-me com ternura, ou com pena, ou talvez com os dois.

 Eu envelhecerei, sim. De forma lenta, espero.

domingo, 21 de junho de 2015

Pulseira folha


Inventada pelo pequenino, depois de termos ido à Gulbenkian passar tempo a passear no museu e nos jardins.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tempo, uma questão de dinheiro

Há muito tempo que andava para escrever este post.
Por vezes parece-me que o meu dia tem 3 horas: das 19h às 22h. Nestas três horas do dia tenho - grande parte das vezes - de dar banho à criança, fazer o jantar, preparar o almoço do dia seguinte e a roupa do dia seguinte e talvez estender uma máquina de roupa e até preparar essas mesmas três horas que se repetirão no dia a seguir (descongelar o jantar, por exemplo). E só não tenho de arrumar a cozinha porque é o rapaz cá de casa que faz isso.
Por isso, quando me falam em "tempo de qualidade" que os pais passam com os filhos faz-me muita confusão... Qual qualidade e qual tempo quando uma pessoa anda a stressar em três horas, porque às 22h o tem de ter na cama, para se levantar às 8h (sim, nesse aspecto sou sortuda) e repetir o mesmo todos os dias?
E mesmo assim, tento ser uma mãe paciente: vou buscá-lo à escola a pé, levo-o onde ele quer ir (todos os dias vai cumprimentar o senhor da mercearia lá da rua), deixo-o estar de molho no banho e levar mais de uma hora a comer (haja paciência!!) e no fim? No fim, sinto-me um caco, porque passei o dia a trabalhar, ele queixa-se de estar demasiado tempo na escola onde eu acho que ele não aprende nada (ou aprende pouco) e todas as noites tenho um ataque de nervos porque a casa é um caos em permanência.
No fim de semana, se quero fazer alguma coisa de jeito, como dar um passeio ou ir a um museu, fica outra vez tudo em stand by e opto por fazer em casa o mínimo necessário: tratar das roupas, da comida, dar um jeito aqui e ali.
A forma como uso o tempo não é só uma questão de escolha, não posso passar os fins-de-semana inteiros na boa vida. Por isso, não me venham falar do tempo que devemos dispensar na educação dos nossos filhos, desse suposto "tempo de qualidade" que as mães que trabalham e que não têm dinheiro suficiente para ter ajuda em casa pelo menos uma ou duas vezes por semana deveriam ter. Isso não existe. O que existe é ter uma casa impecável (ou, diria, minimamente aceitável) ou passar algum tempo com as crianças e com a família. Esta gestão não é fácil e é por isso, também, que a mobilidade social é uma falsidade: o dinheiro compra tempo e o tempo compra uma educação de qualidade e experiências enriquecedoras (porque mesmo que essas experiências sejam gratuitas, uma pessoa tem de ter tempo para elas). E assim continuamos, como cariátides a suportar todo o peso nas nossas cabeças: a gestão da casa, da educação dos nossos filhos, a nossa "carreira" (isso existe?) e um pouco de tempo que ainda deveríamos ter para nós (antes de acabarmos por ter um colapso nervoso).

E apesar de tudo sou uma sortuda, tenho uma trabalho de que gosto, onde aprendo coisas e para o qual estudei anos a fio, ele anda numa escola perto de casa, tenho um marido que ajuda. Mas então? Eu acho mesmo que não existe tempo de qualidade se não existir tempo em quantidade (ou dinheiro em quantidade que permita pagar tarefas secundárias a outros ajudantes). E querem que seja sincera? O único tempo de qualidade que tenho com o meu filho, ao longo dos dias ditos "úteis" são as caminhadas de e para a escola e os momentos em que à noite lhe leio (sempre) um livro. É dose, porque a vida é demasiado curta.

A propósito disto, outros dois links que gostei de ler:
Tempo de Qualidade, My ass - Trinta e picos, quarenta e tal
To the Parents who don´t feel like they can get it all done, Liz Curtis Faria, The Huffington Post

terça-feira, 3 de março de 2015

Ernest et Célestine

O Domingo à tarde é dia de cinema cá em casa. Normalmente é o pai que escolhe os filmes, para o M. ficar entretido enquanto eu faço - hiper mega stressada - todas as tarefas domésticas que não fiz durante o fim-de-semana.
Mas no último Domingo a escolha era tão boa que não resisti. Apaixonei-me por Ernest et Célestine. (já tinha passado na Monstra há um ou dois anos, mas na altura não vimos). É mesmo um filme a não perder!
(E por falar nisso, a Monstra já anda por aí outra vez e o nosso programa já está sublinhado)


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Às vezes é assim....

Ele é pequeno e tem ideias. Quer fazer tudo, traz mil coisas para a sala, porque sim. Espalha de um lado, espalha do outro e depois cria um espaço ao meio para jogar futebol.
E agora as mães não podem ter ataques de nervos nem gritar. Então, eu digo-lhe com um ar doce: "filho, tens de arrumar as coisas." E ele responde-me com um ar escandalizado: "Eu?? Sozinho??"

E eu respiro fundo. Três vezes ou muito mais que isso.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Chegar ao Inverno para lembrar o Verão

[Porque só agora houve tempo de descarregar as fotografias]






E lembrar-me da felicidade que é ver o meu filho correr atrás dos meu avós. E dos gatos que nasceram e que já andam pelo mato.
E esperar que no próximo ano tudo se possa voltar a repetir.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Questões (pós)existenciais

[ao jantar]
- Mãe, o que é que nos acontece depois de morrermos?
- Não sei, filho… Transformamos-nos noutra coisa. Somos feitos de matéria e essa matéria transforma-se noutra coisa: uma árvore, um pássaro ou, se calhar, um peixinho.
- Tens mesmo a certeza?
- Não. Ninguém sabe bem o que acontece depois.

[depois do jantar]
- Mãe, como é que os passarinhos sabem qual é a sua mãe?
- Então, porque é a mãe que toma conta deles. Como é que tu sabes que eu sou tua mãe? Porque desde bebé eu tomo conta de ti, não é? Com os passarinhos é o mesmo.
- Quando eu for passarinho podes ficar ao pé de mim, no ninho?
- Sim, filho, claro!
- Então, eu vou estar no ramo daquela oliveira mais alta, está bem?


(Nunca ninguém tinha combinado comigo um encontro na outra reencarnação! Mas os laços kármicos devem mesmo ser muito fortes!)

domingo, 14 de dezembro de 2014

Os nossos Domingos à tarde

"Mãe, tens deixar os olhos de fora, para ela quando acordar ver onde é que está."