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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Jardim de vão de escada




salva, cebolinho, salsa, coentros, hortelã e flores ainda do mês em que o Manuel nasceu.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dianas





Estas fotos são um luxo nos tempos que correm, mas ficaram tão lindas, tão lindas que valeu a pena o dinheiro gasto.
Para o ano há mais, querida Diana!

sábado, 12 de junho de 2010

Rituais


Quando estou de folga, ao Sábado de manhã - e depois da natação do Manuel -, gosto sempre de ir à Biocoop. Confesso que, se não fosse lá, não compraria tantos legumes. Todos são saborosos e coloridos (depois de ter comido cenouras biológicas, todas as outras me sabem mal).
Não resisto às pequenas abóboras, que utilizo nas sopas do bebé (só não percebo porque é que as cabaças vêm da Argentina, quando há tantas em Portugal!).
Na padaria, o pão de três sementes é o melhor que já comi em toda a minha vida. O café e as empadas de cogumelos também valem muito a pena.
Desde que lá vou já conheci imensos legumes novos, como por exemplo a mizuna (vegetal japonês que costumo usar na sopa).

E é tão bom ver como o frigorífico fica invadido de verde.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O meu filho, eu e o planeta


Não sei de onde me vem esta veia verde. Toda (ou quase toda)a gente da família acha que eu sou um pouco maluca. Os meus amigos também acham.
Passo a explicar. Por exemplo, é frequente verem-me na praia a apanhar inúmeras porcarias, tipo sacos de plástico, garrafas de água, pacotes vazios e ir deitá-las no sítio certo (o lixo, claro). É provável que tenha um ataque de nervos (e de raiva) se vejo alguém deitar lixo para o chão, principalmente se for junto a uma reserva ecológica. É natural ficar escandalizada quando pessoas que têm formação mais que superior (doutoramentos e quejandos) deitarem a Visão para o lixo normal. Acreditem, eu até sou uma miúda calma, mas estas coisas tiram-me mesmo do sério.

Bem, agora que tenho o Manuel, tento redimir-me de todos os pecados ecológicos que isso acarreta, nomeadamente ter passado a utilizar o carro todos os dias e de usar - nem só mas também - fraldas descartáveis. O Ivo diz que eu quero salvar o mundo para o meu filho, mas não é bem isso. Eu só quero que a minha pegada (a minha má pegada) não seja tão grande - e sei que não faço tudo o que posso.
Como faz parte de um dos objectivos deste ano tentar ser melhor a este nível, há umas semanas fui plantar uma árvore. Fiquei com um grupo de mais 5 pessoas, todas entre os 20 e 30 anos. Um rapaz ia para o trabalho de bicicleta e disse que as pessoas achavam que eram "verdes" só porque reciclavam. Respondi-lhe que conhecia muita gente da nossa idade que nem isso fazia, o que é uma realidade que constato com tristeza e perplexidade. De certa forma, acho que sou uma priveligiada: o tipo de formação que tenho, o país em que vivo, as pessoas com quem me relaciono permitem que tenha acesso a determinado tipo de informação que outros não têm. Essa informação diz-me que a existência de um único ser humano provoca danos irreversíveis no planeta, que a terra está a aborrotar de gente, que esta gente não se comporta e que produz montes de lixo e que isto conduz a um futuro de escassez, guerras e regimes ditatorias. Não é este o mundo que eu quero para mim, não é este o mundo que eu quero para o meu filho, nem para ninguém. Por isso, esforço-me (não ao ponto de ir de bicicleta para o trabalho, é certo) para que a minha existência não provoque tantos danos.
O que faço:
- reciclo o mais que posso, reutilizo móveis e adereços antigos de forma a diminuir o consumo de coisas novas;
- faço muitas compras online (mesmo as coisas para a casa), o que ajuda a reduzir as emissões de dióxido de carbono;
- tenho plantas em casa que funcionam como bons purificadores de ar;
- comprei fraldas Bumbgenius (e garanto que são óptimas e fácies de utilizar)
- sou fã de sabão azul para a roupa e biberões do Manuel e até descobri que serve para lavar a casa de banho (esfregando um bocadinho na esponja, deixa tudo imaculado, como se de outro detergente qualquer se tratasse)
- não uso gel de banho nem sabonete líquido, gosto muito mais dos sabonetes sólidos da marca Confiança, Ach Brito ou Zara Home, mas também gostava de experimentar este de que fala a Rosa
- como pouca carne (a produção de carne aumenta os níveis de dióxido de carbono e gás metano) e tento comprar produtos biológicos, apesar de serem muito mais caros
- comprei um Sigg para reduzir o número de garrafas de plástico que uso com água (para além de ser lindo, descobri que são as únicas garrafas que as crianças podem levar para a escola nalguns países, por não libertarem toxinas)
- ando sempre com um saco de pano na mala também para impedir o desperdício de plástico
- prefiro, sempre que possível, produtos biológicos.
Claro que ainda me falta muito. Por exemplo, ando para comprar umas ecobolas há muito tempo e também tenho em mente começar a produzir algumas das ervas aromáticas que consumimos cá por casa (através do mini-garden que descobri graças à Rosa). Para além disso, há uma coisa que não sei se alguma vez vou conseguir melhorar: deixar de gastar tanta água no banho!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Passear


Este ano prometi a mim mesma que iria passear mais, mas confesso que não tem sido fácil. O trabalho, o miúdo, a casa, o mau tempo... No passado fim-de-semana, com visitas cá por casa, lá conseguimos ir dar umas vaoltinhas aqui por perto: no Sábado, palácio Beau Séjour e lanche no Califa, no Domingo os sempre fabulosos jardins da Gulbenkian (com as famílias reunidas).

"Tudo parecia demasiado bom para ser verdade. O Toupeira continuou a caminhar, de um lado para o outro, através do prado, ao longo das sebes, cruzando matas, vendo por todo o lado os pássaros a fazer o ninho, as flores a dar rebentos, as folhas a despontar - tudo era feliz, tudo estava a desenvolver-se, todos aqueles seres se viam muito ocupados. E sem que a incómoda consciência lhe pesasse, sussurrando-lhe "Tens de caiar!", só conseguia pensar como era divertido ser ele o único bicho ocioso no meio de tanta gente atarefada. Pensando bem, o melhor que as férias têm talvez não seja tanto o podermos descansar, mas vermos as outras pessoas numa azáfama."
Kenneth Grahame, O Vento nos Salgueiros (na belíssima edição da Tinta da China)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Pequenas coisas com a máxima importância


Gosto destes jardins em miniatura. Transmitem imensa tranquilidade e são como pequenos mundos. Quando era pequena a minha tia tinha uma pequena estufa em forma de casa. Adorava ficar a olhar para ela quendo ia lá a casa, acho que tinha fetos lá plantados.
Hoje tenho um grande globo daqueles que se usam nos laboratórios químicos, mas há anos que tem a mesma planta... Prometo, em breve, recolher vários espécimens para o reabilitar, mas não garanto que fique tão bonito como estes.
Quando o Manuel for maior construo um com ele, como tão bem se ensina aqui.

domingo, 28 de março de 2010

Não


Depois te ter passado um fim-de-semana atulhada em roupa, só consegui sentar-me aqui à meia-noite e meia.
Prometo escrever sobre as outras coisas que fiz, porque até para mim as preciso de rever (ou afirmar que faço outras coisas para além da roupa, das sopas, das papas).
Felizmente, para aquecer o coração, chegou por e-mail este link, de uma exposição que provavelmente não vou consegui ver: a Ilustrarte.

(a imagem é de Hasan Isikli)

sexta-feira, 5 de março de 2010

2010 2010 2010



Sim, este ano!
Já há muito que queria escrever este post, para não me esquecer e para me comprometer comigo mesma. Assim, este ano quero:

- Comer mais refeições vegetarianas
- Usar mais alimentos biológicos (vou fazer-me sócia da biocoop)
- Passear mais (cá dentro e mesmo que seja aqui por perto)
- Tirar mais fotografias (queria que fosse pelo menos uma por dia, mas os dias vão passando e nada)
- Tornar a minha vida mais "verde" (tentar diminuir a pegada ecológica, que tem levado um grande estrondo, com as fraldas do Manuel e a utilização mais assídua do carro)

Na foto: Largo de S. Carlos no passado Domingo, 28-2-2010

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

*


This work is still in progress.

domingo, 15 de novembro de 2009

Mesas de trabalho


Já tinha tirado esta fotografia, mas não tive coragem de assumir a minha desarrumação até ver isto aqui.

Mais mesas de trabalho
aqui
aqui
e
aqui
(parece que a minha é a única que tem plantas e uma embalagem de Aero Om)

Alguém por aí quer mostrar a sua mesa?

sábado, 14 de novembro de 2009

...is more

“Imagination is more
important than knowledge.
For knowledge is limited
to all we now know
and understand, while
imagination embraces the
entire world, and all there
ever will be to know and
understand.”
Albert Einstein

Roubado aqui*

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Like common people


É a música dos Pulp que teima em não sair da minha cabeça nos últimos dias. Estou de férias, mas não muito - a tese ainda não se emancipou, estou a tentar acabar um capítulo e amanhã vou entrevistar o director do museu. Espero avançar o máximo possível antes do Manuel nascer, mas não posso dizer que isso não provoca em mim alguma ansiedade. Daí ter vontade de me tornar uma pessoa vulgar, daquelas que nunca têm teses para fazer (Smoke some fags and play some pool, pretend you never went to school).

Nos últimos dias:
Sexta - fomos inscrever o Manuel em mais um infantário. Desta vez foi a creche de São José, aqui perto de casa. Foi a que gostei mais até agora: tem um imenso espaço exterior, uma horta, são só 40 meninos até aos 3 anos e a educadora era muito querida. Era mesmo óptimo que o bebé ficasse lá, acho que ele ia gostar do sítio.
Sábado - tese e mais tese e mais tese e a noite no São Luiz a ver demo dos Praga. Bom texto (ou diria, bons fragmentos de texto), mas a não-encenação sabe-se lá do quê não faz o meu género. Eles divertem-se, o público não tanto (tinha achado mais piada se pudesse estar no palco e tomasse banhos com os crocodilos). Talvez tenha um gosto mais para o clássico a nível teatral (não se pode ser contemporâneo em tudo, parece). No blog eles parecem melhor. Talvez sejam.
Domingo - Tese e mais tese e visita ao Samuel, de 5 meses, que será amigo do rapaz cá da barriga, que já herdou algumas roupinhas jeitosas. Bebé muito bonito e sorridente e pais felizes.

Eu quero mesmo ser como uma pessoa vulgar e ler A vida nos bosques (que não há na Biblioteca Camões :(

terça-feira, 17 de março de 2009

Marta, como eu


Pierre Bonnard, Martha entering the room (1942)

domingo, 18 de janeiro de 2009

A vida (dos outros) como fotografia


"Morelli tentava em certa medida justificar as suas incoerências narrativas, defendendo que, tal como a recebemos na chamada realidade, a vida dos outros não se trata de cinema, mas de fotografia, isto é, que não podemos apreender a acção senão em fragmentos cortados de forma eleática. Não existem senão os momentos em que estamos com esse outro cuja vida pensamos que compreendemos, ou quando nos falam dele, ou ainda quando ele nos conta o que lhe aconteceu ou nos revela aquilo que tem a intenção de vir a realizar. No final temos um álbum de fotos de instantes fixos: jamais o porvir a realizar-se diante dos nossos olhos, a passagem de ontem para hoje, a primeira estaca do esquecimento na memória."
Júlio Cortázar, Rayuela

Gosto tanto destes mapas...

... que um dia gostava de ser capaz de fazer um assim.

Joaquim Rodrigo
Lisboa-Oropeza
© IMC / MC

aqui*, num dos meus sites preferidos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eu não moro mais em mim

Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco a chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio.

(Adriana Calcanhoto, para ouvir aqui*)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mapear


1 - Um mapa é sempre uma abstracção.
2 - Nada do que está no mapa existe.
3 - Um mapa nunca está completo.
4 - O que é mais importante não vem no mapa.
5 - No entanto, um mapa mantém-nos seguros de que vamos encontrar o caminho.
6 - Para nos perdermos será sempre necessário um mapa, porque perder é o espaço entre encontrar.
7 - Quem faz o mapa tem de estar no terreno.
8 - No limite, os mapas não servem para nada.
9 - Gosto mais de mapas de sítios que não conheço.
10 - Gosto das cores dos mapas porque nunca correspondem à realidade.
11 - Mapas não são fotografias.
12 - Gostava de desenhar o mapa do meu coração, mas não tenho jeito.

(gostava de ter este livro*, encontrado no blogue da Ana Ventura)

(nunca li valter hugo mãe, mas estou a ouvi-lo aqui*. Diz ele: "Cada um de nós tem de procurar as suas próprias invisibilidades." E um mapa é isso: procurar as invisibilidades.)