domingo, 18 de janeiro de 2009

Gosto tanto destes mapas...

... que um dia gostava de ser capaz de fazer um assim.

Joaquim Rodrigo
Lisboa-Oropeza
© IMC / MC

aqui*, num dos meus sites preferidos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Possibilidades


Hoje qualquer uma seria boa...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eu não moro mais em mim

Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco a chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio.

(Adriana Calcanhoto, para ouvir aqui*)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mapear


1 - Um mapa é sempre uma abstracção.
2 - Nada do que está no mapa existe.
3 - Um mapa nunca está completo.
4 - O que é mais importante não vem no mapa.
5 - No entanto, um mapa mantém-nos seguros de que vamos encontrar o caminho.
6 - Para nos perdermos será sempre necessário um mapa, porque perder é o espaço entre encontrar.
7 - Quem faz o mapa tem de estar no terreno.
8 - No limite, os mapas não servem para nada.
9 - Gosto mais de mapas de sítios que não conheço.
10 - Gosto das cores dos mapas porque nunca correspondem à realidade.
11 - Mapas não são fotografias.
12 - Gostava de desenhar o mapa do meu coração, mas não tenho jeito.

(gostava de ter este livro*, encontrado no blogue da Ana Ventura)

(nunca li valter hugo mãe, mas estou a ouvi-lo aqui*. Diz ele: "Cada um de nós tem de procurar as suas próprias invisibilidades." E um mapa é isso: procurar as invisibilidades.)

em repeat

I can say I hope it will be worth what I give up
If I could stand up mean for all the things that I be
Santogold - L.E.S Artistes

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Oito dias depois, 2008 foi:

- O ano em que acabei a parte curricular do mestrado;
- O ano em que comecei a escrever a minha tese e ainda não acabei, nem desisti (nem sei como...)
- O ano em que nasceu a filha da minha amiga de adolescência, ao contrário de todas as expectativas de que seria eu a primeira;
- O ano em que fui a Berlim e a Londres, onde nunca tinha ido;
- O ano em que pela primeira vez vi um Friedrich ao vivo;
- O ano em que o meu mano voltou de Macau e é bom tê-lo cá;
- O ano em que dexei tantos posts por escrever neste blog, mas escrevi uns quantos;
- O ano em que para melhor filme escolho O Sabor de um couscous, para melhor espectáculo talvez este (não vi muitos), mas para melhores exposições escolho as do André;
- O ano em que ainda tenho saudades dos meus avós;
- O ano em que não houve bebés na família.

Para 2009 quero:
- continuar a não desistir da tese;
- desenhar um mapa para o interior de mim mesma;
- namorar mais;
- ir passar férias a um sítio bonito.

domingo, 4 de janeiro de 2009

O meu mapa


Encontrei-o à entrada do comboio. Sorriu. Há meses que não o via.
- Tenho lido o teu blog. – disse-me
(Sorri, envergonhada. Nunca espero que alguém o leia. Nunca sei como reagir.)
- Porque é que escreves?
- É como um mapa para o interior de mim mesma, tenho sempre medo de me perder.
- Mas os outros não precisam desse mapa.
- Não, mas eles próprios são parte do mapa. (silêncio) Tu também és.
(Nenhum sítio existe isolado. Se me perder, por favor avisem.)