2-9-2010
"Do not ask me who I am and do not ask me to remain the same: leave it to our bureaucrats and our police to see that our papers are in order. At least spare us their morality when we write." Michel Foucault
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
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O bicharoco está doente. Não quer brincar, não deita os livros da estante ao chão nem abre o armário dos tupperware (googlei como se escrevia) para os por todos cá fora.
O bicharoco está doente. Tudo começou com umas tosses e ontem às 3h da manhã já tinha quase 40 de febre. Fomos com ele para a banheira a ver se arrefecia.
O bicharoco está doente e mesmo com reflexologia e banhos tépidos está a brufen e benuron.
O bicharoco está mesmo doentinho, quer passar o tempo todo no nosso colo e dorme imenso. Tem os olhos vermelhos e pequeninos.
O meu bicharoquinho está doente e o meu coração está do tamanho de um ponto final.
O bicharoco está doente. Tudo começou com umas tosses e ontem às 3h da manhã já tinha quase 40 de febre. Fomos com ele para a banheira a ver se arrefecia.
O bicharoco está doente e mesmo com reflexologia e banhos tépidos está a brufen e benuron.
O bicharoco está mesmo doentinho, quer passar o tempo todo no nosso colo e dorme imenso. Tem os olhos vermelhos e pequeninos.
O meu bicharoquinho está doente e o meu coração está do tamanho de um ponto final.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Uma casa de cartão na cabeça e um filho ao colo

Tivesse eu mais tempo e o quarto do rapaz estaria cheio de construções de cartão. Tivesse eu mais tempo... que ideias e imagens dentro da cabeça não faltam. Hoje descobri esta e apressei-me a guardá-la na pasta "ideias Manuel"... Fica para o futuro ou para a tia arquitecta.
Não sei como as outras mães, que também trabalham (como a Débora) têm tempo para mais... Eu é museu-casa-cozinha-cama. E o Manuel requer ainda muita atenção (ainda bem, porque vou ter saudades).
Bésame mucho: um livro para as (futuras) mamãs como a Inês e as 3 que andam lá pelo trabalho.
Tenho os discos do José Barata Moura no i-pod... Que estranho!
Ele adormece ao meu colo enquanto escrevo isto... Ssssschiu! Está a dormir. Ser mãe sabe bem.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O quarto dele
"É costume, à noite, todas as boas mães, depois de os filhos estarem a dormir, inspeccionarem os seus espíritos e porem as coisas no seu lugar para a manhã seguinte, colocando nos lugares próprios muitas das coisas que andaram desarrumadas durante o dia. Se pudessem ficar acordados (mas claro que não podem), veriam a vossa mãe a fazer isso e achariam muita graça observá-la, é muito parecido com arrumar gavetas. Vê-la-iam de joelhos, alegremente, espero, de volta de algumas das vossas alegrias, pensando onde teriam ido descobrir aquilo, fazendo descobertas muito agradáveis e outras menos, apertando isto contra o rosto como se fosse um gatinho e afastando apressadamente outra coisa. Quando acordam de manhã, a maldade e as paixões ruins com que se deitaram foram dobradas e guardadas no fundo da vossa mente e, por cima, lindamente arejados, estão estendidos os vossos pensamentos mais bonitos, prontos para serem usados."
J. M. Barrie, Peter Pan
Às vezes imagino-o grande, maior que eu. Outras vezes tenho saudades do dia em que o trouxe pela primeira vez para casa. Às vezes espanto-me com tamanha evolução. Outras vezes choco-me porque já quer fugir dos meus braços e andar por aí. Às vezes quero que ele aprenda as coisas rápido. Outras vezes quero-o sempre bebé. Às vezes ando tão cansada por não dar conta da lide doméstica. Outras vezes tudo pode estar um caos, que eu sou a mulher mais feliz do mundo. Às vezes quero que ele durma. Outras vezes, se já está a dormir há muito tempo, quero que ele acorde porque já tenho saudades.
Existem sentimentos mais ambivalentes do que os de uma mãe?
Nas fotos: o quarto dele. Passou a dormir lá no Sábado. Faz-me confusão já não o ter tão perto à noite, mas não tem corrido mal e ele adora.
Há um ano
Há um ano tinha uma barriga do tamanho da lua (quando está cheia). Andei o dia inteiro para trás, para a frente, para trás, para a frente. Subi e desci para o 3º andar pelo menos 4 vezes. Fui à loja dos 300 (nunca ganhei o hábito de dizer "loja do €1,5") e comprei uma caixa (hoje de ferramentas) e pegas para a cozinha (péssimas porque são de um material inflamável!). Andei tanto no Alto dos Moínhos que quase fui ao Hospital dos Lusíadas. Ao princípio da noite limpei não sei o quê (algo na cozinha, acho). O Cavaco ia falar ao país sobre as escutas. Pensava: "se ele nascer amanhã não vejo o último episódio do Dexter." Vi o Jornal da 2 debruçada sobre a bola de pilates (imprescindível para qualquer grávida). O Cavaco nunca mais falava e eu disse ao Ivo: "Temos de ir para a maternidade". Às 2h40 da manhã tinha o bicharoco ao colo. Não chorei como nos filmes mas agora, sempre que me lembro, choro.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
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