domingo, 4 de setembro de 2011

Passeio de Domingo



É um dos passeios mais óbvios para os Lisboetas (pelo menos para alguns).
Para mim, tem 3 vantagens:
- é perto de casa
- posso ver óptimas exposições, que ao Domingo são gratuitas
- tem um jardim fantástico

Tenho muitas fotografias de miúda aqui. Eu e o meu irmão rebolávamos na relva e achávamos sempre que um dia iríamos parar ao lago.
Foi no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian que a minha educação artística se fez (sem nunca ter passado por nenhumas actividades de serviço educativo, só a olhar tanta coisa estranha).
Hoje em dia, vou lá muito com o Manuel. Primeiro passamos pelo CAM (hoje vimos a exposição do João Penalva, que bem merecia uma visita-sem-bebé), depois fomos para a relva andar descalços e dar comida ao patos.
Pelo meio ainda encontrámos dois amigos.

Em Lisboa, a Gulbenkian é uma inevitabilidade.

sábado, 3 de setembro de 2011

3º dia: Nuvens


O tema de hoja faz-me lembrar este filme Antonioni/Wenders:

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

2º dia: O que vesti

1º dia: Auto-retratro

30 day photo challenge


Às vezes – muitas vezes – tenho saudades deste blog. Talvez, às vezes, sinta saudade de me reconectar comigo mesma. E passar por aqui é mesmo isso. Às vezes, parece que tudo o que eu sou sem ser eu-com-a-cria já não sou eu. Mas sou.
(Não, não tem nada a ver com o Mário de Sá Carneiro. É mesmo o contrário. Eu não sou eu sem o outro(s)
Por isso, ao passar pelo blog da J., aceitei este desafio que originalmente veio daqui.
Não sei se conseguirei fotografias tão boas, mas prometo andar mais por aqui.

domingo, 10 de julho de 2011




Enquanto ele dormia lá deu para transplantar os cactos (agora é "catos", não é?) que tinha trazido do Alentejo há 3 semanas... Ainda tenho outros quantos de molho porque quero fazer uma coisa diferente. Não sou especialista em jardins de miniatura mas gostava.
Este globo, tenho-o há anos. Devo lembrar que uma grande percetentagem da família trabalha na área farmacêutica e portanto, tive a sorte de receber este globo que, por ter uma pequena falha, já não era útil em laboratório. É um dos meus objectos favoritos. Teve, durante muito tempo, uma planta que se chamava (acho) "Chuva de Prata" e que ficou tão grande que saiu para fora do globo. Depois pouca coisa aí viveu. Há meses plantei uma avenca, mas morreu.
Espero que os cactos sobrevivam porque, como são diferentes, criam um jardim mais bonito.
Microcosmos precisam-se. Balões de oxigénio também.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cesário


O meu avô sentava-se ali, na penumbra da cozinha, a descascar lentamente uma maçã com a sua faca para além de gasta. Brilhavam-se-lhe os olhos sempre que nos via, a mim ou a um dos meus irmãos. Chamava a meu irmão "sacanita" quando ele era mais pequeno.
Depois do almoço, o ti Chico Varinha - que tinha asma - passava à porta e gritava: "eh, lavrador!" e o meu avô saia para irem tomar café.
O meu avô tinha todo o tempo do mundo e comportava-se como tal. Deixava queimar as torradas, o que enervava profundamente a minha avó. Sentava-se no banco do jardim de Sacavém enquanto nós corríamos e tinhamos tempo de fazer parvoíces. Apanha p a c i e n t e m e n t e formigas com o meu irmão mais novo. Dormitava sentado no sofá com a cara tapada com um lenço. Apanhava as molas de roupa que achava no chão - e por isso eu herdei um cesto tão colorido. Coleccionava "baraços" que um dia iriam ser necessários.
Um noite, depois de fazer café de cevada na "escolateira" azul não se chegou a deitar. O café ficou lá, um dia, uma semana. Depois a minha avó deitou-o fora.
Um dia, muitos dias, anos depois, quando a casa entrou na escuridão, fui lá buscar a chocolateira que o meu avô utilizava. Agora passo por ela todos os dias - e alegra-me que sirva de suporte a uma vida. Todos os dias, até ao fim dos meus dias, o meu avô Cesário há-de estar vivo.
(vou procurar uma fotografia dele)