terça-feira, 16 de julho de 2013

Cut your hair and get a (better) job

Eu era uma miúda "cabelo curto", aliás mesmo quando era pequena - 3 anos - era, como a minha tia dizia, uma Jean Seberg em miniatura (infelizmente fiquei um bocadinho aquém quando cresci, mas enfim...). Agora, tenho o cabelo pelos ombros o que, para mim, é um comprimento inenarrável e com o Verão, isto começa realmente a chatear porque um pessoa quer algo do género "ready to go".
Depois, existe uma espécie de mito urbano sobre mudanças de visual... Li uma vez, numa revista de moda, um artigo que sugeria que as mudanças de visual podem preceder uma mudança de vida. Bem, eu não quero prpriamente mudar de vida, mas um "up grade" era bem vindo... Nesse texto, uma mulher relatava que um dia tinha cortado o cabelo bem curto, no dia seguinte despediu-se do sítio onde trabalhava e na semana a seguir voltava a ser contratada por um salário muito mais elevado... É tentador, não é?
Por último, existe este belíssimo texto, a que fui ter através deste blogue
"Short hair makes others think you have good bones, determination, and an agenda. The shape of your skull is commented on, so are its contents. They can pick you out in a crowd, and you can be recognized from behind, which can be good or bad. But your face is no longer a flat screen surrounded by a curtain: the world sees you in three dimensions."
Joan Juliet Buck, On Short Hair, Vogue

sexta-feira, 12 de julho de 2013

As cartas

Estou em arrumações. As cartas cabem todas numa caixa. Isso é bom, poupa espaço. Estão muitas pessoas aqui dentro. Pessoas mortas. Pessoas que já não sei quem são. Pessoas de quem tenho saudades. Pessoas longínquas. Não me consigo lembrar de todas as caras, mas os nomes estão todos aqui.

Eu própria estou aqui. E tu avó Clotilde. Avô Manuel. Alex. Carla. Hugo. Rui. Juan. Margarida. Dolores. Sandra. Sónia. Susana. Irmão Ivo. Irmã Sara. Irmão João. Eu própria estou aqui.

 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Apps para bloggers apressados

Para uma rapariga como eu, que pouco tempo tem para escrever no blog ou seguir os blogues que mais gosta, descobrir formas de o fazer mais amiúde recorrendo a menos tempo possível tornou-se uma necessidade. Por isso, muitas vezes actualizo o blog através da aplicação do próprio bloguer mas confesso que até agora não estou muito feliz com ela (não consigo inserir links nem formatar as imagens) pelo que estou a experimentar pela primeira vez o Blogsy (é uma app paga, mas parece que vale a pena)

E para ler os meus blogues favoritos, o melhor revelou-se mesmo ser o bloglovin’ (também podem seguir o azuldemarta), enquanto para publicações periódicas, sites, museus e afins utilizo o feedly.
E vocês? Como e donde actualizam o vosso blogue? E como seguem os outros?

 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A avó veio cá a casa



Sou a mais velha da família e os meus brinquedos passaram primeiro para primos e depois para a minha irmã Sara, mas mesmo assim, quase 30 anos depois resistem! E é tão bom revê-los e ainda mais a serem úteis para o pirralho!
(Confesso que tinha saudades dos PinY Pon e já nem me lembrava que tinha uma tenda! Que maravilha!)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Dele

Mesmo depois de um dia de colégio, continuam giros...
Vieram da Vertbaudet, donde normalmente vem uma grande parte do guarda-roupa da cria (e, às vezes, também meu!)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Lamento de mãe

Nas últimas duas semanas o bicharoco foi à praia com o colégio e todos tivemos de acordar uma hora mais cedo... Ando para além de sonolenta, metade do meu cérebro deve ter hibernado.
Preciso de mais tempo.
Chego a casa, dou-lhe banho, jantamos, cama... É só isto  e já é sempre tarde...
Pergunto: uma mãe devia ter tempo para brincar com os filhos, não devia?

umpf

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sei que a infância é um país fugaz. Soube-o ainda pequena, nas mudanças de escola e de colegas e depois mais tarde, quando os meus irmãos mais novos cresceram ( o João e a Sara são 15 e 16 anos mais novos que eu). Esta é talvez a principal razão de ser uma mãe tão pouco desprendida - uma mãe galinha, como se costuma dizer - e andar sempre com a cria atrás. Estes feriados e nos últimos fins-de-semana fizemos muitas coisas, andámos para trás e para a frente, o Manuel viu coisas que nunca tinha visto e nós, os pais, também. Foi o Santo António, as sardinhas, o arraial, o algodão doce, o castelo de São Jorge, as pegadas de dinossauros, o render da guarda, os coches e depois, uma exposição da Lygia Clark que esteve na Praça da Figueira.
Nem fazia bem intenção de ir com o Manuel - gosto do trabalho da Lygia há muito tempo e queria realmente experimentar porque só tinha visto umas obras há muito tempo na Casa de Serralves - mas como ele anda sempre connosco, foi. Éramos quatro adultos e ele e houve um momento em que quis experimentar  "O túnel", uma maga de pano elástico em cada pessoa entra por um lado, para se encontrarem no meio, e o Manuel, tão querido, foi experimentar comigo. Ele entrou por lado, eu por outro e gatinhamos, gatinhamos, até que por fim nos encontrámos a meio e foi um momento tão mágico e bonito que nunca mais me irei esquecer. Desse encontro resultou esta fotografia, tirada pelo pai.



Mais tarde, disse que ele tinha sido muito corajoso por entrar no túnel, e que era o meu companheiro de aventuras, o que é a mais pura das verdades.