terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O melhor da arte contemporânea somos nós


(de resto, como na arte de outras épocas).

Fomos a Évora mesmo no início do ano e, mesmo com chuva, a cidade continua bonita, acolhedora e - atrevo-me a dizer - romântica. Visitámos os sítios do costume, mas passámos muito tempo "fechados" numa exposição que adorei e que é - juro! - de visita obrigatória.
Está no Fórum Eugénio de Almeida - o espaço foi reabilitado e cumpre na perfeição a sua função - e chama-se "Inter[in]venção": é, como se pode ler no site, uma exposição de arte interactiva. Pergunto-me se haverá alguma arte que não seja interactiva, que não exija a presença, o olhar e mesmo o movimento do espectador/visitante (enfim, da pessoa)...
Sei que muita gente tem problemas com a arte contemporânea, que "também fazia aquilo", a quem "aquilo não diz nada" e que não compreendem... Pergunto se compreendem uma sinfonia de Mozart (porque eu não compreendo e gosto na mesma) e, confesso, mesmo com formação em história da arte também há muita arte contemporânea que eu não percebo (não percebo mesmo nada), mas acontece-me ser essa a que gosto mais!
Pois bem, tudo isto para dizer que esta exposição é das MELHORES que vi nos últimos tempos! Que me diverti imenso a jogar com bolas de sabão que não existiam e a cantar a um microfone enquanto desenhos do som da minha voz apareciam num ecrã...É obrigatória para quem NÃO gosta de arte contemporânea (esqueçam lá isso de "tentar perceber", just enjoy) e para quem gosta, não é preciso dizer nada (uma das curadoras é a Claudia Giannetti).
Boa viagem!



domingo, 12 de janeiro de 2014

Plantar o pinheiro

O Manuel, chorou um bocadinho porque diz que vai ter saudades, mas o nosso pinheiro de Natal tinha mesmo de ser plantado: deitava imensas agulhas e não iria durar muito num vaso. Escolhemos um sítio ao pé de casa para o podermos ir visitar e averiguar se está a crescer bem. Talvez no Verão possamos levar-lhe água, embora suponha que não precise. Por agora, rezo que não venham ventos fortes enquanto não agarra bem as raízes à terra.
Tem uma longa vida, pinheirinho de terras distantes!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dos dias de chuva....

Sempre cinzentos, aborrecidos... Não fossem as galochas amarelas e um chapéu de chuva com orelhas de Mickey! E o meu olhar sempre sempre apaixonado!
Já vos disse que este miúdo é maravilhoso?

sábado, 4 de janeiro de 2014

Passeio de hoje

Pelas terras do costume, em Sines, mas por sítios que ainda não conhecia, como a Capela de São Bartolomeu, perto da Ribeira dos Moínhos.
E estas ocupações humanas, improvisadas, precárias e belas.





Ano velho, ano novo

Não era das minhas alturas do ano preferidas, parece sempre que é obrigatório uma pessoa divertir-se por causa de uma mera mudança de calendário. Mas agora chegou o tempo em que dou importância a balanços e em que acho que as determinações são uma forma de avançarmos e de conciliar o nosso quotidiano, sempre tão voraz, com aquilo que realmente queremos para as nossas vidas.

2013 foi para mim um ano bondoso: o Manuel está um rapaz maravilhoso, finalmente comecei a receber de acordo com o meu trabalho e habilitações (embora com um prazo limitado), li mais livros e melhores e escrevi mais no blogue.

Dizem que se deve partilhar as determinações, ou pelo menos escrevê-las, para que, ao longo do ano, seja mais fácil segui-las. Na verdade, na meia-noite da passagem de ano nem sequer me lembrava de nenhum desejo para pedir com as costumeiras doze passas, mas agora parece-me que as coisas já se esclareceram mais na minha cabeça. Assim:

- menos cidade, mais campo

- passear mais

- fazer mais pequenas pausas, passar mais fins-de-semana fora

- vida é movimento: correr e fazer ginástica

- fazer ioga com o Manuel uma vez por semana, com o libro "O meu pai é um biscoito"

- escrever é sempre um exercício de memória passada mas também futura,

E outras que roubei daqui:

- da Susan Sontag: "Starting tomorrow — if not today"

- da Marilyn Monroe : "keep looking around me — only much more so — observing — but not only myself but others and everything — take things (it) for what they (it’s) are worth"

Para planear tudo cá por casa há sempre um calendário (estes são da APCC) e na mala uma agenda (não prescindo de uma em papel, que é onde aponto tudo).

Feliz 2014!

 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sem título

"Durante meses as suas palavras atormentaram-me. A ideia de que alguém podia viver para ser meu espectador era estranha. Mas pensar que ele escrevia a minha história era ainda mais inquietante. Tudo o que fazia ganhava uma importância nova, todos os meus actos eram terríveis, porque se transformavam em palavras."

AnaTeresa Pereira, "A Rua sem Nome"

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A felicidade captada em analógico

Deste projecto saíram esta imagens: imperfeitas, nubladas, com cores que não são as de hoje... Mas, para mim, estão maravilhosas!
O Verão ficou longe, mas só agora no resto dos dias deste ano, organizei as fotografias.
Aqui seremos sempre felizes!