terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que é que uma rapariga deve saber aos 37 anos?

Acho que toda a gente - mesmo que não o admita - tem receio de envelhecer. É normal, e para além de ser normal, também é saudável, porque nos permite ter atenção à nossa saúde e ao modo como o nosso corpo e a nossa cabeça vão reagindo ao tempo... Pois, isso vai-se notando...
Não sei a idade nos torna mais fúteis ou mais vaidosas, mas não imaginam quantos vídeos de "workouts" tenho assistido nos últimos tempos (assistir é um bom começo, está bem?). Para além disso tornei-me leitora - ainda que fugaz - de blogues de beleza e moda e rendi-me aos smothies ao pequeno almoço. 
Atrevo-me a dizer que algo em mim mudou... Mas talvez não tenha sido para pior. 
Em relação às leituras, cada vez tenho menos tempo (não porque envelheci, mas porque sou mãe de criança de quatro anos), por isso há que escolher o que realmente interessa. Recomecei a ler o "Em Busca do Tempo Perdido". Desta vez vou ler tudo até ao fim (não prometo ser rápida).
(Com um bom editor de fotografia quase consigo suportar os meus auto-retratos)


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dos parques infantis

Não adoro parques infantis. Talvez seja só porque não gosto de sítios específicos para coisas que se podem fazer em todo lado,como brincar.
Quando pequena havia um parque infantil onde vivia, tinha areia e redes a toda volta e onde para além de andar de escorrega e de baloiço,tudo o resto me parecia deprimente. Sempre preferi o jardim onde o meu avô nos levava para brincar e que tinha um lago com peixes vermelhos, um chafariz de pedra, o homem das castanhas no outono, que era o mesmo que vendia tremoços no verão... Recordo com carinho essas tardes em que corríamos atrás uns dos outros enquanto o meu avô falava com a "companha"...
Mas hoje, tarde de sol, decidimos ir à Serafina, o parque do parque das famílias lisboetas, que também é conhecido como parque dos índios, porque tem uns tipis (e, suponho, porque também tem "índios"). Chegámos cedo e por isso ainda não estava apinhado, o que me deu uns instantes para tirar estas fotografias na zona para menores de 5 anos (os índios em aprendizagem).

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O tempo que passa



O vento assobia. Entrou outra vez água pela janela da sala. A roupa não seca e está tudo tudo húmido. Bah!
Ontem fomos ao Centro Comercial da Portela que foi o primeiro centro comercial da minha vida. Lembro-me de passear lá com os meus pais e de uma montra cheia de barbeis que nunca tive (e bem).
Comprei uns jogo de matemática para ele. Chama-se Cuisenaire e é de madeira, apetece mexer e contar.
Agora são horas doa últimos preparativos de fim-de-semana.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Os filhos dos empregados que tiram cursos.

Aconteceu comigo. Um dia alguém me disse: "Agora, até os filhos dos empregados tiram cursos." Estas palavras vieram da boca uma pessoa com poder, na altura hierarquicamente superior a mim e que confessava ter saudades do tempo de Salazar.
Por isso, compreendo bem a conversa de Rui Ramos (de que o Daniel Oliveira falhou aqui) e o modo de pensar desta gente. É uma chatice que agora os pobres também estudem, ainda por cima com boas notas e com bolsas de mérito. Os filhos dos empregados, imagine-se, com mestrados e doutoramentos! Deixou de ser uma pequena minoria - endinheirada e com possibilidades - a ter acesso ao conhecimento, deixou de haver uma elite intelectual maioritariamente de direita. E isso irrita-os. A democratização do conhecimento enerva-os!
Por isso, querem privatizar - também - a investigação científica, para que seja mais fácil controlar quem tem acesso a ela.
O pior é que o Rui Ramos é historiador, teve bolsas do estado e faz parte da FCT: se não concorda com o sistema porque trabalha e usufrui dele? Para além disso, quanto menos mestrandos e doutorandos existirem, também menos professores universitários serão necessários (não é preciso saber muito de matemática para chegar a esta conclusão).
Quanto ao argumento da inutilidade da investigação, tenham juízo! Há apenas 20 anos atrás, a investigação existente em História de Arte era praticamente residual e mesmo em campos como a História dos Descobrimentos (ou da Expansão Marítima) o que existia era ínfimo em relação ao que se tem conseguido fazer graças aos institutos das universidades, às bolsas da FCT, mas também da Gulbenkian e da Fundação Oriente (entidades privadas que durante algum tempo foram a única fonte de rendimento de alguns investigadores).
Não há investigação feita em regime de hobby, a investigação é um trabalho que exige competência e seriedade e que é da maior importância para o país.
Porque um país que não se conhece a si próprio, não existe.

(Valha-me o Sérgio Godinho, que estou farta desta gente!)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Domingo, 22:18

Diário de um fim de semana:
Natação logo ao sábado de manhã, seguida de uma ida ao Fonte Nova (loja dos animais incluída) e compras necessárias.
Almoço.
Uma máquina de loiça. Uma maquina de roupa.
Sesta (sabe tão bem).
Fatias douradas ao lanche.
Brincar com o jardim zoológico em LEGO.
Jantar.
História e dormir.
Domingo de manhã, teatro no Maria Matos.
Compras de frutas.
Almoço.
Uma máquina de roupa. Uma máquina de loiça.
Pausa.
Semear salsa e coentros. Plantar o tominho-limão.
Varrer e lavar.
Scones para o lanche.
Banho.
Arrumações e jantar.
Passar a ferro só o essencial.
Cama.
Ufa!

(Mesmo assim a casa fica sempre um caos. A fotografia é do Tomilho-limão)



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O melhor da arte contemporânea somos nós


(de resto, como na arte de outras épocas).

Fomos a Évora mesmo no início do ano e, mesmo com chuva, a cidade continua bonita, acolhedora e - atrevo-me a dizer - romântica. Visitámos os sítios do costume, mas passámos muito tempo "fechados" numa exposição que adorei e que é - juro! - de visita obrigatória.
Está no Fórum Eugénio de Almeida - o espaço foi reabilitado e cumpre na perfeição a sua função - e chama-se "Inter[in]venção": é, como se pode ler no site, uma exposição de arte interactiva. Pergunto-me se haverá alguma arte que não seja interactiva, que não exija a presença, o olhar e mesmo o movimento do espectador/visitante (enfim, da pessoa)...
Sei que muita gente tem problemas com a arte contemporânea, que "também fazia aquilo", a quem "aquilo não diz nada" e que não compreendem... Pergunto se compreendem uma sinfonia de Mozart (porque eu não compreendo e gosto na mesma) e, confesso, mesmo com formação em história da arte também há muita arte contemporânea que eu não percebo (não percebo mesmo nada), mas acontece-me ser essa a que gosto mais!
Pois bem, tudo isto para dizer que esta exposição é das MELHORES que vi nos últimos tempos! Que me diverti imenso a jogar com bolas de sabão que não existiam e a cantar a um microfone enquanto desenhos do som da minha voz apareciam num ecrã...É obrigatória para quem NÃO gosta de arte contemporânea (esqueçam lá isso de "tentar perceber", just enjoy) e para quem gosta, não é preciso dizer nada (uma das curadoras é a Claudia Giannetti).
Boa viagem!



domingo, 12 de janeiro de 2014

Plantar o pinheiro

O Manuel, chorou um bocadinho porque diz que vai ter saudades, mas o nosso pinheiro de Natal tinha mesmo de ser plantado: deitava imensas agulhas e não iria durar muito num vaso. Escolhemos um sítio ao pé de casa para o podermos ir visitar e averiguar se está a crescer bem. Talvez no Verão possamos levar-lhe água, embora suponha que não precise. Por agora, rezo que não venham ventos fortes enquanto não agarra bem as raízes à terra.
Tem uma longa vida, pinheirinho de terras distantes!