quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fomos acampar!


Foi uma escolha repentina, praticamente de um dia para o outro. 
Foi, enfim, a escolha possível para uns dias de férias em que as outras casas da família estavam ocupadas - porque o orçamento familiar é pior do que o de Estado, no que toca a contenção.
Eu lembro-me de acampar com os meus pais, quando era pequenina, numa daquelas maravilhosas tendas em forma de casa dos anos 80 (até tinha uma janela!). Depois disso fui apenas uma campista esporádica em festivais e dias de namoro. 
Agora, com um filho, as coisas são um pouco diferentes. A nossa família não tinha os apetrechos de todos os outros campistas profissionais: fogões com dois bicos, mesas, cadeiras, cordas para a roupa e outras quantas parafernálias. Uma manta no chão, refeições tipo piquenique, tenda do mano, saco-cama antigo do pai, colchões da sogra e tudo se safou da melhor e mais improvisada maneira.
Surpreendi-me com a bondade dos outros campistas, como um vizinho que nos ofereceu electricidade, ou outro que foi pôr o chapéu de sol a fazer sombra a mim e ao Manuel enquanto dormíamos uma sesta ao ar livre. Irritei-me em silêncio com outros que ouviam rádio toda a noite e fui menos feliz quando nos calhou ao lado uma família que ressonava (ups!).
O parque - São Miguel, em Odeceixe - tem óptimas condições e ciclos de cinema à noite, para pequenos e grandes.
Foi cansativo, principalmente porque o Manuel andava a mil de tanta felicidade (sim, uma criança de 4 anos a mil é difícil de gerir!), mas foi diferente e divertido. Talvez se repita.

sábado, 2 de agosto de 2014

A felicidade é fazer gelado (e comê-lo)


A receita saiu de um livro de cozinha com 30 anos, que a minha tia Margarida me ofereceu quando eu tinha 7 anos.
O M. andava há muito tempo a pedir para fazer gelados e já tínhamos comprado as formas no Ikea. 
Seguimos a receita, mas com morangos em vez de amoras.
Ficaram deliciosos!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Do velho se fez novo!


Foi uma árdua e longa semana de férias, entre tintas, lixas, decapantes e outras coisas que dão dor de cabeça e deixam um cheiro impossível.
Têm ideias românticas do DIY? Esqueçam! Não é fácil e nem sempre corre como no "before and after" do Apartment Therapy...
Mas, a verdade é que não queria outra viagem ao Ikea (apesar de ser aqui ao lado) e nem móveis que existem em todas as outras casas e que se desfazem passado um ano... E depois tenho a mania das "coisas com história" (ossos do ofício, diria) e, por isso, aproveito o que tenho - como as mesas de cabeceira do quarto da minha mãe e a cadeira "costas de bacalhau" que tenho deste criança - ou compro coisas usadas: umas mesas, também de cabeceira, para a casa de banho e uma cómoda antiga para o quarto (sim, daqueleas bem pesadas, com gavetas difíceis de abrir!) e ponho mãos à obra... Os resultados podem ser avaliados pelas fotografias...

Agora, falta-me organizar tudo, aprender a fazer a cama TODOS os dias (ver os benefícios aqui) e organizar um sistema de limpeza, para deixar de atrofiar aos fins-de-semana com a lide doméstica...
Desejem-me sorte que isto não vai acabar tão cedo!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Da feira do livro

Este post vem atrasado, claro, mas fazer o quê? Vida de mãe é assim...
Vamos sempre à feira do livro, o que é um atentado às nossas parcas finanças mas é obrigatório por duas razões:
1. a leitura é uma das mais importantes coisas da vida, faço questão que o Manuel viva rodeado de livros; 
2. quero que a feira do livro continue sempre a existir, por isso junto sempre algum dinheiro para esta parte do ano.
Atualmente compro muito mais livros para o Manuel do que para mim. Ainda tenho muitos para ler, alguns peço emprestado, outros vou à biblioteca e, para além disso, o espaço cá em casa começa a escassear... Desta vez trouxe a Granta (ainda não tinha nenhuma e o texto do Salman Rushdie é mesmo bom) e o "Lá fora", do Planeta Tangerina, que é para mim e para ele... 
Para a cria, já podem ver... Os livros do Oliver Jeffers tornaram-se um vício - são tão divertidos! -, também veio um livro para pintar e o fabuloso "Achimpa" (tudo da Orfeu Negro que, para grandes, também tem livros do Rancière). Por acaso, também trouxemos uma história de um príncipe que tem uma irmã pequenina (tanto que eu gostava!).
E assim, resta-me dizer, que viva a ficção!

domingo, 13 de julho de 2014

E do velho se fará novo!

(Assim eu tenha jeito e inspiração)
Tirei uma semana de férias para ficar a trabalhar... em casa!

O meu filho independente

Quis ir de férias com os avós, praticamente sem aviso prévio... Disse-lhe, "mas, filhote, a mãe não vai estar lá à noite", respondeu com um tranquilo "eu sei". Ainda tentei: "a mamã vai ter saudades tuas", "não tenhas, mãe". E fiquei sem hipóteses de argumentação.
Todos me dizem que é óptimo ele ser assim. Eu faço uma cara mal amanhada... Não esperava que fosse tão rápido, afinal ele só tem 4 anos. 
Devem estar a pensar que estou a exagerar. Provavelmente estou. Afinal de contas, ele só foi passar uns dias fora... É só o primeiro voo fora do ninho, o primeiro de muitos. Agora entendo que o meu bebé de ontem, será amanhã um homem do mundo. E o meu coração de mãe não deixa de se sentir um bocadinho sozinho.
Acreditem ou não, só hoje desmontámos o berço do Manel, que se mantinha aqui ao lado da cama. Durante muito tempo ele saltitou entre um quarto e outro. Agora, sou que saltito quando, às 4 da manhã ele grita "mãe" ininterruptamente, mas já não vem para o nosso quarto. 
Agora ele está crescido, joga à bola e sabe os nomes dos jogadores. Quer fazer coisas sozinho. Passa férias fora.
Eu sabia que ia ser rápido, não estava à espera que fosse tanto.
Está um sossego aqui em casa, mas isso não me deixa feliz.

"Eu não existo longe de você

E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo"



sábado, 12 de julho de 2014

Carpe Diem Arte e Pesquisa



Sem filho em casa, fomos passear. Há muito que queria ir ao Carpe Diem. Ainda fui aluna do Paulo Reis, um dos mentores do projeto. Era um homem divertido e inteligente, percebia-se o quanto gostava de celebrar a vida. O Carpe Diem é um bocado dessa memória.
Um sítio lindíssimo que casa bem com a arte contemporânea, um jardim, uma cafetaria onde apetece permanecer. Gostei mesmo.
O difícil foi escolher as fotografias, como podem reparar... Qualquer um é bom fotógrafo ali.
(Obras de Tim Etchells, Susana Anágua, Edgar Pires e Tito Mouraz)