segunda-feira, 9 de março de 2015

Pic Nic

(Ou piquenique, como quiserem).
Andei a semana inteira a ver imagens de piqueniques cheios de estilo, como este, mas a verdade é que qualquer semelhança com elas é mera coincidência. Afinal de contas, o estilo custa dinheiro, implica tempo e até um determinado "savoir faire" que, infelizmente, não me assiste. 
Mas como o melhor é mesmo aproveitar o momento, lá fomos nós com sandes improvisadas, pacotes de sumo e fruta para o Parque das Conchas, que também dá para dar umas voltas de bicicleta (para quem sabe andar, claro).
(As fotografias também não ficaram do melhor, ando fraquita para isto)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Ainda da Adriana

Já ouvia a Adriana Partimpim antes de ser mãe e gosto tanto dela como da Calcanhoto. Agora, depois de a ter visto com a Orquestra Gulbenkian, no papel de narradora de Pedro e o Lobo e com versões orquestradas das suas próprias canções, ainda gosto mais da Partimpim. Felizmente, as suas músicas não são para pequenos nem para grandes, são boas músicas e as boas boas músicas são para toda a gente.
Uma das canções que mais admiro e gosto de ouvir é a Formiga Bossa Nova, com um poema do Alexandre o'Neill que eu gostava que fosse verdade para a minha vida - e que também é cantado de forma exímia pela Amália Rodrigues.
Mas do último concerto, fiquei mesmo fã de "O Mocho e a Gatinha" e esta semana tenho ouvida estas música vezes sem fim (e o vídeo também é muito bonito). Reparei entretanto que a filosofia de vida por trás de "Formiga Bossa Nova" e "O Mocho e a Gatinha" é praticamente a mesma e assim, talvez eu, um dia, deixe de trabalhar e me aventure numa grande viagem pelo mar num lindo bote verde ervilha...

Que bela gata Deus me meu!


terça-feira, 3 de março de 2015

Ernest et Célestine

O Domingo à tarde é dia de cinema cá em casa. Normalmente é o pai que escolhe os filmes, para o M. ficar entretido enquanto eu faço - hiper mega stressada - todas as tarefas domésticas que não fiz durante o fim-de-semana.
Mas no último Domingo a escolha era tão boa que não resisti. Apaixonei-me por Ernest et Célestine. (já tinha passado na Monstra há um ou dois anos, mas na altura não vimos). É mesmo um filme a não perder!
(E por falar nisso, a Monstra já anda por aí outra vez e o nosso programa já está sublinhado)


domingo, 1 de março de 2015


Foi um fim de semana divertido e cheio de coisas boas. Começámos o Sábado no CCB a ver um espectáculo de música e marionetas, chamado "Às cavalitas do vento". Parámos para um café - devia ser proibido pagar 1€ por um café, mas enfim - e depois aproveitámos para ver a exposição do Pedro Barateiro, onde nós sentámos nuns bancos feitos de troncos de palmeira, enquanto voltávamos ao assunto já discutido cá por cada, da morte destas árvores por causa dos escaravelhos.
Mas enquanto as palmeiras morrem e as sondagens dão um empate técnico PSD/CDS e PS, augurando outras mortes mais lentas e silenciosas, a Primavera começa a surgir exuberante.

Hoje, Domingo, voltámos à Gulbenkian, desta vez para ver a orquestra com a Adriana Partimpim. Eu acho que gostei mais do que ele!

Um bolo, trinta e oito velas

O Manuel não deixa passar um aniversário sem bolo e parabéns, por isso este ano tive mesmo de apagar as 38 velas!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Eu, 38 anos

Embora seja uma rapariga nascida em pleno Chiado, a minha infância foi passada nos subúrbios de Lisboa. Felizmente, tanto os meus pais como a minha avós viviam em casas que davam para a rua. Da janela da minha avó, que morava numa cave, saia um escadote de madeira com uma comprida base que servia a sua casa e a da vizinha do lado. Descíamos nele com o maior dos cuidados e lembro-me bem de passar as tardes quentes de Verão numa rua em que não existia trânsito e que tinha um terreno de terra batida que servia para desenharmos jogos de macaca e para fazermoas as mais estranhas comidas para as bonecas. Lembro-me de fazer os mais intrincados labirintos para jogar ao elástico e de um limão de plástico que ficava preso a uma perna para nos por a saltar com a outra.
Fui a primeira filha, primeira sobrinha, primeira neta e primeira bisneta. Tive todos os privilégios e continuei a tê-los mesmo depois dos outros nascerem. O meu irmão Ivo, três anos mais novo, iluminou a minha vida e continuou a ser uma peça fundamental, sobretudo na altura em que os nossos pais se separaram. A primeira recordação que tenho de vida é daquele bebé de chucha azul no berçário. Hoje, é um homem de sorriso doce  e sincero como o do meu avô Cesário.
Os meus avós, Cesário e Clotilde, foram os grandes guardiões de uma infância feliz e livre e continuaram sempre presentes atá ao início da idade adulta, tendo deixado para sempre marcas de doçura no meu coração.
Com a minha avó Maria ficava aconchegada na cama nos dias em que lá dormia quando, de manhã, o meu avô ainda saía para trabalhar depois de ter feito os seus 10 minutos diários de exercício. Com eles aprendi a pensar em política e na liberdade e, mais tarde, comecei a passar férias numa bonita aldeia do baixo alentejo onde conheci um velho e sábio pastor.
Na adolescência tive muitas paixões não correspondidas, amizades maravilhosas e laivos de rebeldia que me levaram a ser baixista de uma banda punk feminina e uma ocupa arrependida.
Aos 18 anos não liguei aos conselhos do meu pai que queria a todo o custo que eu seguisse direito em vez de História da Arte. Fiz a faculdade enquanto fazia tudo o resto: o grupo de teatro, a associação de estudantes e até a militância política. Tive um gato chamado Picasso, deixei de viver na casa da minha mãe para ir para a do meu pai e deixar de ter o gato. Foi preciso ir para Barcelona de Erasmus para subir as notas. Fui feliz nesse ano, apenas assombrado pela morte do meu avô, mas em que comecei a namorar com o Ivo.
A vinda de Barcelona parecia ter sido o fim de um sonho e as primeiras buscas de trabalho foram difícies... Pensei que tinha de desistir, não via muita luz ao fundo do túnel. Continuei a estudar, suponho mais por vontade e gosto do que pela esperança de ter um emprego a "sério" e na área. Tive óptimos professores, li livros e autores de jeito e aprendi a estruturar o pensamento.
Comprei uma casa, numa altura em que não tinha emprego fixo. Arrisquei. Assustei-me. Segui em frente.
Trabalhei no Palácio da Ajuda e depois segui para o Museu onde ainda hoje trabalho. Fiz tudo: serviço educativo, comunicação e, agora, investigação. Todos os dias descubro coisas novas embora gostasse que o meu trabalho fosse menos solitário.
Aos 31 anos fiquei grávida, os 32 tive o Manuel e entreguei a tese de mestrado. Apaixonei-me pelo meu filho e reapaixonei-me pela vida. O meu centro de gravidade passou a ser essa outra pessoa que parece estar a crescer à velocidade da luz, porque já tem cinco anos. Ainda tenho avós, que são os bisavós do Manuel e gosto muito de os juntar a todos.
Não sou sempre quem quero: às vezes grito, discuto com pessoas e não tenho muita paciência para gente demasiado extrovertida. Não gosto que falem alto.
Gosto de raposas, de coisas pequenas, de flores selvagens, dos desenhos das cascas dos caracóis. Gosto de pessoas que têm dúvidas. Acho que chegar tarde é um acto de liberdade.
Tenho sonhos que me acompanham desde pequena: ter muitos filhos, um quintal e um cão, fazer uma viagem numa autocaravana, ter uma casa no campo.
Tenho sonhos de adulta como ir a Buenos Aires, ao carnaval de Veneza, à Califórnia, a Istambul e à Capadócia. (Só viagens...)
Quero ver o meu filho crescer feliz e livre. Estarei sempre disponível para ele.
Gosto de pensar que a vida dá voltas que não programámos e que alguma coisa surpreendente boa pode acontecer a qualquer momento.
38 anos: óptimas recordações do passado e uma vida pela frente!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Fevereiro

Sair do trabalho e ainda estar dia.
Os primeiros cheiros de Primavera e os raios de sol que já aquecem.