"Do not ask me who I am and do not ask me to remain the same: leave it to our bureaucrats and our police to see that our papers are in order. At least spare us their morality when we write." Michel Foucault
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Perdidos e achados: Bordados
Não é a primeira vez que encontro panos bordados.
Hoje de manhã, na rua que dá para o museu estavam estes em cima de um pilar de cimento. Hesito sempre em trazê-los. Afinal de contas, não me pertencem.
É naquela fracção de segundo em que volto a olhar de novo, em que dou o passo atrás, que penso ser uma espécie de coincidência e que, por alguma razão, estes objectos chamam por mim. Estico a mão e parece sempre que estou a subtrair alguma coisa a alguém...
Mas gosto de pensar: quem os terá bordado? Em que pensaria enquanto bordava? Será que a pessoa já morreu?
E assim, começa uma nova narrativa para estes objectos. Afinal de contas é essa a minha profissão.
Porque "os objectos procuram aqueles que os amam".
Eu passei por ali e estes belos guardanapos de pano, que um dia alguém bordou com carinho, estavam à minha espera.
domingo, 29 de março de 2015
Não fazer nada
Tinha planos grandiosos para o fim de semana, mas o cansaço abateu-se sobre mim. Passei o sábado à tarde no sofá, enquanto ouvia o meu filho brincar com o pai.
Adormeci.
Acordei para ir jantar com umas amigas. Perguntei o que seria, não há razão para um cansaço físico destes. Talvez seja uma coisa psicológica, será que estou deprimida? "Não sejas parva" - disseram - " há dias em que temos energia e noutros estamos mais abatidas." Compreendi.
Rumámos ao Museu do Oriente ver uns fantásticos bailarinos da Tailândia. Fui buscar o meu filho a casa dos avós. Deitei-me à 1h que já eram 2h.
Hoje estendi a roupa que continua por arrumar. Estendi outra vez roupa, que também continua por arrumar. O puto adormeceu à mesa.
Não fiz nada.
A casa continua um caos.
Há coisas que nunca mudam.
Transplantar
É um verbo que gosto muito e que pratico com frequência.
Às vezes gostava de fazer o mesmo comigo, mas dizem que é uma operação de risco e eu sou uma rapariga calma.
domingo, 15 de março de 2015
Cores para comer
São tão deliciosas como bonitas, estas amêndoas de licor da Arcádia! Imagino o que é pintá-las à mão, como diz na embalagem!
Carimbar
Tenho um fascínio grande por carimbos e já andava de olho nestes desde o Natal, porque me fizeram lembrar a escola primária. Vieram da Made in Paper e ainda há lá muitos mais (assim houvesse orçamento). A verdade é que ultimamente tenho sentido vontade de ter um diário gráfico ou de começar a fazer alguma coisa prática, mas claro que o tempo nem sempre o permite e por vezes, falta-me também coragem... Mas, se começar a carimbar, talvez se torne um vício!
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Arte,
Mapa para o interior de mim mesma
sábado, 14 de março de 2015
MONSTRA, Monstrinha
Hoje fomos à sessão de apresentação do DVD da Monstrinha no cinema São Jorge: 15 anos de festival e 15 maravilhosos filmes para todas as idades! Fico sempre contente quando vou ver coisas assim com o Manuel.
Depois passámos pelo Largo Camōes para ver o cinema mais pequeno do mundo. Foi divertido.
Não percam, a Monstra andará à solta ainda mais uma semana (em Lisboa) e o cinema ambulante ainda passará pelo Príncipe Real.
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