"Do not ask me who I am and do not ask me to remain the same: leave it to our bureaucrats and our police to see that our papers are in order. At least spare us their morality when we write." Michel Foucault
terça-feira, 16 de junho de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Tudo mal (lamento)
Não sei o que hei-de fazer.
Neste blogue está tudo mal.
A letra é pequena.
As imagens ora vêm antes ora depois do texto, ora na horizontal, ora na vertical e têm umas margens estranhas que não entendo.
As fotografias nunca são boas, são só fotografias.
Tenho montes de posts em rascunho que ficam no limbo à espera de qualquer coisa que nunca acontece.
Parece que tinha tanta coisa a dizer e afinal não tenho nada.
Eu própria não suporto ler isto.
Para além de ser uma pessoa normal, parece-me que também me estou a tornar desinteressante, talvez mesmo desinteligente. E chata como os diabos.
Talvez isto já não devesse existir, mas uma pessoa apega-se às coisas e insiste. É o hábito (que nem sempre faz o monge).
(A minha casa está igual ao blogue e a minha vida também.)
(A foto de cima só é boa porque é um still do 8 ½ do Fellini.)
Ouvir
Hoje já ouvi esta canção umas 10 vezes.
Gosto da voz dela e da voz dele. Gosto do poema e gosto que ela esteja descalça.
"Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala."
Gosto da voz dela e da voz dele. Gosto do poema e gosto que ela esteja descalça.
"Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada.
O meu barco vazio na madrugada
Vou deixar-te no frio da tua fala.
Na vertigem da voz
Quando enfim se cala."
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Bloodbuzz
A primeira vez que visitei Mértola achei que podia ficar lá a viver (e talvez trabalhar naquele fantástico campo arqueológico).
A segunda vez que visitei Mértola achei que podia ficar lá a viver.
A terceira vez que visitei Mértola achei que podia ficar lá a viver.
A última vez que visitei Mértola foi na sexta-feira passada. Achei que podia ficar lá a viver.
O barulho de Lisboa tem-me feito imensa confusão.
(E nem sempre acredito que este seja um bom lugar para educar o meu filho)
Talvez o meu coração também seja árabe.
A segunda vez que visitei Mértola achei que podia ficar lá a viver.
A terceira vez que visitei Mértola achei que podia ficar lá a viver.
A última vez que visitei Mértola foi na sexta-feira passada. Achei que podia ficar lá a viver.
O barulho de Lisboa tem-me feito imensa confusão.
(E nem sempre acredito que este seja um bom lugar para educar o meu filho)
Talvez o meu coração também seja árabe.
Etiquetas:
Alentejo,
Mapa para o interior de mim mesma
terça-feira, 12 de maio de 2015
Uma casa e cartão e um livro
A história da casa já é longa cá em casa (passe a redundância) e até esteve para ir para o papelão porque já estava muito estragada, mas o Manuel fez beicinho (não consigo deitar nada fora!).
Num fim de semana passado, lá nos dedicámos ao restauro da casa: eu no papel de engenheira, ele no de arquitecto. Acho que resultou e fiquei contente com o resultado.
Ao fim da tarde, acabámos por ir comprar umas mobílias - é verdade que preferia tê-las feito, mas isso poderia ter demorado uma eternidade. Depois, lembrei-me da Senhora Rolha que tínhamos feito há uns tempos e fui buscá-la. Tendo em conta a forma da figura, logo a rebatizámos de Dona Redonda, que é o livro que estamos a ler agora (talvez um dia fale sobre ele) e com ela foi habitar, na casa, o Monstrengo, um dos personagens da história que, neste caso, é um dragão feito pelo Delphim Miranda.
Ainda nos faltam muitas personagens do livro, mas posso garantir-vos que na casa da Dona Redonda há sempre muita diversão.
(E, sim, isto foi uma desculpa para eu fazer a casa de bonecas que nunca tive).
segunda-feira, 11 de maio de 2015
O Pássaro
Encontrámos o pássaro no Sábado de manhã, mesmo antes de entrar para a piscina. Existem ali imensos ninhos de pardais e, às vezes, os bebés caem no chão. Foi o que aconteceu a este, que estava aflito quando passámos por ele. Peguei-lhe e já não tive coragem de o deixar ali à mercê de um gato, ou de um pai mais descuidado.
Só ficava quietinho na minha mão, mas conseguimos trazê-lo dentro de um chapéu de palha. Fizémos as necessárias pesquisas na internet sobre "como cuidar de um pardal bebé" e descobrimos que uma tarefa hercúlea se avizinhava: quase nenhuns escapam à morte, devem estar permanentemente aquecidos e devem comer de 20 em 20 minutos! Até de ir ao teatro à tarde tive medo!
Fomos comprar uma papa especial e demos-lhe com seringa, com palhinhas, com o dedo e também demos água a conta gotas. Estive tanto tempo de volta dele, que o Manuel ficou com ciúmes!
Durante a tarde ficou muito quietinho, mas à noite animou e comeu bem. Preparei um ninho quentinho que pus por cima de sacos de água quente, para ele não morrer de hipotermia e até o levei para o nosso quarto, não fosse ele acordar com fome a meio da noite.
Levantámo-nos cedo e logo fomos ver o pardalito, mas ele não resistiu ànoite. Posso tentar encontrar as razões ou saber onde errei, mas não passarão de suposições.
Fiquei triste. Tinha sonhado que ele sobreviveria e que o íriamos libertar no Alentejo, para onde vamos para a semana e onde ele seria feliz! Não correu bem.
Nisto falhei, pobre pardalito bebé.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




