As primeiras prendas de natal vêm com o bom gosto e o cheiro da Saponina!
"Do not ask me who I am and do not ask me to remain the same: leave it to our bureaucrats and our police to see that our papers are in order. At least spare us their morality when we write." Michel Foucault
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dei por mim a ser a bibliotecária de serviço lá no museu. Receber livros novos, poder lê-los (mesmo que seja em diagonal) é um privilégio. Mas as bibliotecas, como os arquivos, são sítios de arrumação – locais onde tudo tem um lugar próprio e exacto, onde não pode haver dúvidas. Tudo certo, claro. Não fosse o problema de ter um espírito pouco dado a normas e muito dado a dúvidas. Este livro do García Lorca, por exemplo, deu-me voltas à cabeça e ficou à espera durante muito tempo. Ele podia ser catalogado em todas as categorias, mas também não cabia em nenhuma. Ou seja, catalogar García Lorca, embora necessário, parecia diminui-lo, apequená-lo e seria até injusto. Óbvio que tive de o fazer, como o fizeram inúmeros bibliotecários e livreiros antes de mim. Teriam também eles dúvidas? Para me redimir deixo-vos este retrato de olhos doces que é a capa da edição da Assírio & Alvim e isto: “Chegado este momento, vemos os amantes a abraçarem-se nas ondas.” Federico García Lorca
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
do verbo "aborrecer"
Sim. É o tempo outra vez.
Só não sei se é o tempo repetido ou só a falta tempo.
A última vez que escrevi ainda era verão e ainda podia vestir vestidos às flores. Tudo mudou desde daí, excepto o cd que continua a ser o mesmo no carro.
No outono nada me anima, a não ser talvez abrir um romã e olhar espantada a sua cor.
Procuro na estante um livro de poesia que não encontro e que portanto não me salvará da monotonia quotidiana.
Pilhas de coisas para arrumar.
Os desenhos do miúdo que continuam aqui numa pasta, à espera de um post.
Fiz uma viagem e ouvi falar outras línguas. Lembrei-me do Budapeste do Chico Buarque - é um livro tão bonito quanto o autor.
O rapaz cresce e tem personalidade e exigências - e eu não quero passar o tempo todo em disputas de poder.
Aborreço-me, desinteresso-me.
A vida não é sempre solar.
domingo, 20 de setembro de 2015
Um livro e uma banda sonora.
Parece que algo caracteriza 2015. Uma ida a Mértola e à feira islâmica, o concerto no Largo do Intendente dedicado ao poeta rei Al-Mu'tamid, que acabou por se tornar a banda sonora inúmeras vezes repetida, a que se juntou o livro dedicado ao mesmo.
Falta-me uma ida a Silves e a Sevilha, que ficarão para outro tempos. Outra vida tivesse e iria aprender árabe.
"Ao recolher-me na escrita, consigo, por vezes, na diversidade das circunstâncias, distinguir uma figura que se assemelha à natureza da pessoa que terei sido. Mas, mal tento chegar mais perto, pareço um viajante a observar uma terra estranha."
Ana Cristina Silva, Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'tamid
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Vontade de dançar e de sorrir
"Why can't you take the leaf off your mouth?
Now that you have the facts on your side
Take a moment to reflect who we are
Let reason guide you,
See old tracks lead you out from the dark
Have a life its life, work makes up you and I
What it takes this right, when we need to survive
Yeah we flourish and die, what it means to be alive
What it means to be alive"
José Gonzalez
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Uma prenda para a mãe
Durante muitas noites fizemos teatrinhos de sombra. Utilizávamos as marionetas ou as mãos para fazer silhuetas que projectávamos nas paredes com a ajuda do candeeiro da mesa de cabeceira. Era uma brincadeira antes de dormir que o M. gostava muito, mas que já não fazemos há muito tempo.
Agora, depois de ter estado uma semana com os meus sogros, preparou-me esta maravilhosa surpresa. É o mais bonito teatro de sombras que já vi, claro.
E, sobretudo, fiquei contente com a iniciativa e empenho.
domingo, 23 de agosto de 2015
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