"Do not ask me who I am and do not ask me to remain the same: leave it to our bureaucrats and our police to see that our papers are in order. At least spare us their morality when we write." Michel Foucault
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quinta-feira, 24 de março de 2016
Teatro São Luiz
De vez em quando vamos ao São Luiz. Tem uma óptima programação para os mais novos e é um teatro tão bonito!!!
Desta vez tinhamos ido ver filmes mudos com música ao vivo, os "Filmes Pedidos".
Garanto que todos os espetáculos são bons, é só escolherem o que mais gostam.
Já temos agendado o concerto da Capicua.
(É tão bom podemos partilhar momentos destes com os nossos filhos!)
A Luz de Lisboa
"Não te demores - o sol anda a deitar-se
sem pudor
em todos os telhados, e a luz esmorece"
Maria do Rosário Pedreira
São os últimos dias para ver a exposição "A Luz de Lisboa", que é única e cinematográfica, como sabemos e sentimos.
O sítio, com uma grandes janelas moldura em frente ao Tejo, não podia ter sido melhor escolhido.
Das minhas obras preferidas, aqui fica "The mirror suitcase man" do Rui Calçada Bastos (aqui contaminada por um reflexo da janela).
sexta-feira, 8 de maio de 2015
domingo, 15 de março de 2015
Carimbar
Tenho um fascínio grande por carimbos e já andava de olho nestes desde o Natal, porque me fizeram lembrar a escola primária. Vieram da Made in Paper e ainda há lá muitos mais (assim houvesse orçamento). A verdade é que ultimamente tenho sentido vontade de ter um diário gráfico ou de começar a fazer alguma coisa prática, mas claro que o tempo nem sempre o permite e por vezes, falta-me também coragem... Mas, se começar a carimbar, talvez se torne um vício!
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sábado, 14 de março de 2015
MONSTRA, Monstrinha
Hoje fomos à sessão de apresentação do DVD da Monstrinha no cinema São Jorge: 15 anos de festival e 15 maravilhosos filmes para todas as idades! Fico sempre contente quando vou ver coisas assim com o Manuel.
Depois passámos pelo Largo Camōes para ver o cinema mais pequeno do mundo. Foi divertido.
Não percam, a Monstra andará à solta ainda mais uma semana (em Lisboa) e o cinema ambulante ainda passará pelo Príncipe Real.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Inspirações
Talvez seja só da minha nostalgia do campo.
Talvez seja só de gostar de coisas inusitadas. De coisas originais. Espontâneas...
Achei isto mesmo maravilhoso (veio através de um post no facebook de House That Lars Built - que também é um blogue maravilhoso - e o link é aqui)
Finlandeses fotografados por Karoline Hjorth e Riitta Ikonen na série "Eyes As Big as Plates"
Talvez seja só de gostar de coisas inusitadas. De coisas originais. Espontâneas...
Achei isto mesmo maravilhoso (veio através de um post no facebook de House That Lars Built - que também é um blogue maravilhoso - e o link é aqui)
Finlandeses fotografados por Karoline Hjorth e Riitta Ikonen na série "Eyes As Big as Plates"
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sábado, 12 de julho de 2014
Carpe Diem Arte e Pesquisa
Sem filho em casa, fomos passear. Há muito que queria ir ao Carpe Diem. Ainda fui aluna do Paulo Reis, um dos mentores do projeto. Era um homem divertido e inteligente, percebia-se o quanto gostava de celebrar a vida. O Carpe Diem é um bocado dessa memória.
Um sítio lindíssimo que casa bem com a arte contemporânea, um jardim, uma cafetaria onde apetece permanecer. Gostei mesmo.
O difícil foi escolher as fotografias, como podem reparar... Qualquer um é bom fotógrafo ali.
(Obras de Tim Etchells, Susana Anágua, Edgar Pires e Tito Mouraz)
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
O melhor da arte contemporânea somos nós
Fomos a Évora mesmo no início do ano e, mesmo com chuva, a cidade continua bonita, acolhedora e - atrevo-me a dizer - romântica. Visitámos os sítios do costume, mas passámos muito tempo "fechados" numa exposição que adorei e que é - juro! - de visita obrigatória.
Está no Fórum Eugénio de Almeida - o espaço foi reabilitado e cumpre na perfeição a sua função - e chama-se "Inter[in]venção": é, como se pode ler no site, uma exposição de arte interactiva. Pergunto-me se haverá alguma arte que não seja interactiva, que não exija a presença, o olhar e mesmo o movimento do espectador/visitante (enfim, da pessoa)...
Sei que muita gente tem problemas com a arte contemporânea, que "também fazia aquilo", a quem "aquilo não diz nada" e que não compreendem... Pergunto se compreendem uma sinfonia de Mozart (porque eu não compreendo e gosto na mesma) e, confesso, mesmo com formação em história da arte também há muita arte contemporânea que eu não percebo (não percebo mesmo nada), mas acontece-me ser essa a que gosto mais!
Pois bem, tudo isto para dizer que esta exposição é das MELHORES que vi nos últimos tempos! Que me diverti imenso a jogar com bolas de sabão que não existiam e a cantar a um microfone enquanto desenhos do som da minha voz apareciam num ecrã...É obrigatória para quem NÃO gosta de arte contemporânea (esqueçam lá isso de "tentar perceber", just enjoy) e para quem gosta, não é preciso dizer nada (uma das curadoras é a Claudia Giannetti).
Boa viagem!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Munteam & Roseblum vs Douglas Coupland
Eu podia ser a rapariga deste quadro. Podia viver em qualquer um dos quadros de Munteam e Roseblum.
Isso, ou isto:
"Vivemos as nossas vidinhas de periferia; estamos marginalizados e há muitas coisas em que preferimos não participar. Queríamos o silêncio e agora temos silêncio. Chegámos aqui cobertos de feridas e chagas, o cólon tão cheio de nós que pensávamos nunca mais vir a ter um movimento intestinal. O nosso sistema tinha deixado de funcionar, avariado pelo cheiro a máquinas de cópias,apagador, o cheiro a papel de carta e pelo stress interminável de empregos sem objectivo em que se trabalha de má vontade e ninguém nos agradece. Sofríamos de condicionamentos que nos levaram a confundir ir às compras com criatividade, a tomar depressivos e a pensar que alugar um vídeo nos sábados à noite é o bastante. Mas agora que vivemos aqui no deserto as coisas vão muito melhor."
Douglas Coupland, Geração X
Tão profundamente verdade.
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Fim-de-semana de mãe


É ir Sábado de manhã à Biocoop abastecer-se de cenouras e batatas doce para a semana inteira.
É fazer incontáveis máquinas de roupa.
É tentar passar o máximo de tempo possível a dar beijinhos ao bebé.
É receber avós e tios babados ao Domingo à tarde.
Mas ainda dá para ir ver umas exposições ao Museu Berardo. A minha favorita foi a de Judith Barry, uma artista que nem conhecia!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Encontros


"We must return [...] to what is simplest, in other words to the obscure self-evidences with wich we began. We must momentarily leave everything that we thought we saw because we knew what to call it, and return henceforth to what our knowledge had not been able to clarify. We must return, then, this side of the represented visible, to the very conditions of the gaze, of presentation and figurability [...]"
Georges Didi-Huberman, Confronting Images, p. 16
Imagens:
Jackson Pollock, Number 1, 1950, Lavender Mist (pormenor), 1950
Fra Angelico, Anunciação (pormenor), c.1440-1441
quinta-feira, 11 de março de 2010
O rapaz que gostava de cemitérios e que agora expõe no MoMA
Confesso que sempre me irritaram as constantes comparações entre os museus e os mausoléus, ou cemitérios. Adorno foi o primeiro a fazê-lo em Valery Proust Museum:
“The German word museal has unpleasant overtones. It describes objects to which the observer no longer has a vital relationship and which are in the process of dying. … Museum and mausoleum are connected by more than phonetic association. Museums are like the family sepulchres of works of art.”
Este tipo de ideias parte do princípio de que as obras de arte só estariam vivas no seu contexto original (por exemplo, uma igreja) e que, ao retirá-las daí, o museu apenas expunha objectos "mortos". Claro que com a arte contemporânea, em que muitas (ou a maior parte) das vezes as obras são produzidas para o museu, esta ideia deve ser posta de lado. E, mesmo no que a outras épocas diz respeito, o museu não "mata" os objectos, antes dá-lhes uma outra vida, criando a sua autonomia dentro da esfera artística. Acredito que o museu devolve aos objectos a sua verdadeira função: quando Fra Angelico pintou a Anunciação, estava mais interessado no tema ou na pintura?
Por isso, para mim, até há bem pouco tempo museus e cemitérios não tinham nada a ver, até que...
"Growing up in Burbank, there wasn´t much of a museum culture. I never visited one until I was teenager (unless you count the Hollywood Wax Museum). I occupied my time going to see monster movies, watching television, drawing, and playing in the local cemetery. Later, when I did start frequenting museums, I was stuck by how similar the vibe was to the cemetery. Not in a morbid way, but the both have a quiet, introspective, yet electrifying atmosphere. Excitement, mystery, discovery, life, and death all in one place."
( E isto escreve Tim Burton no "Artist's Statement" - Declaração do Artista? - do seu catálogo da exposição no MoMA. Espantoso, não é? Eu vou expôr num museu, mas acho que os museus são similares a cemitérios - e gosto disso: só mesmo ele!)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Almada Negreiros

Já conhecia esta fotografia, mas não sabia que era o Almada. Fantástica, não é?
(Almada Negreiros fotografado por Vitoriano Braga, c. 1917-18, Divisão Fotográfica do IMC, retirada da mais que útil base da MatrizPIx, aqui.)
terça-feira, 9 de junho de 2009
Molder e o outro de si mesmo
A maioria das vezes que saio de casa não levo máquina fotográfica, mas por vezes arrependo-me. Foi o que me aconteceu na passada Sexta-feira.
A primeira oportunidade que perdi foi a de fotografar a Faculdade de Belas Artes, ainda instalada no antigo Convento de São Franscisco e com uns corredores de perder a vista ao fim fantásticos. De qualquer maneira, cumpri o propósito de consultar a tese de mestrado de Bruno Marchand (Entre a experiência artística e a prática curatorial: uma introdução à especificidade da curadoria), incontornável para quem estuda museologia e curadoria (e de muito boa qualidade).
Depois acabei por ir visitar a exposição de Jorge Molder, Pinocchio, no espaço Chiado 8, e perdi a segunda oportunidade (talvez na volte com a máquina). As obras são boas (isso não é novidade) mas funcionam no e com o espaço, valorizando-se mutuamente (mérito do comissário que também é o Bruno Marchand). A programação do Chiado 8 está a cargo da Culturgest, na pessoa de Miguel Wandschneider, e é de louvar como um espaço pequeno apresenta uma tal coerência e exposições de tão grande qualidade, sempre com artistas portugueses e com novos comissários. Outra iniciativa de salientar é a presença online de todos os jornais editados, que se podem consultar aqui. E a entrada é gratuita. (Será que tem mais visitantes que o Museu do Chiado?)
As fotografias são do catálogo de Pinocchio.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Visto no Indie
Gosto especialmente de documentários sobre artistas: ajudam a conhecer melhor a sua obra e a espreitar a forma como se relacionam com ela. Gosto de Bartolomeu Cid dos Santos - professor na Slade durante quase toda a vida - pelas fantásticas gravuras que fez e pelas últimas pinturas (que apresentou na 111, se não me engano). O documentário de Jorge Silva Melo mostrou-me um Bartolomeu que não conhecia: inteligente, divertido, cheio de energia. Merecia mais atenção da parte da história da arte.
Não vi o filme todo do André Godinho sobre o Manuel Hermínio Monteiro, mas a escolha das imagens apresentadas pareceu-me muito acertada, começando pelos fragmentos do Mil Folhas a ele dedicado - provavelmente o exemplar de jornal mais bonito alguma vez editado em Portugal (e eu também tenho!).
No Fórum Lisboa, Aguirre, de Werner Herzog não foi tão estranho como eu esperava, depois de ter lido coisas mais esquisitas sobre o realizador (que chegou a comer os próprios sapatos), mas valeu muito a pena.Foi o Indie possível este ano. Para o ano já cá estará o bebé e só poderei ir com a ajuda dos avós!
terça-feira, 17 de março de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Afinal, é sobre isto...

Michelangelo Merisi da Caravagio (Italia 1571-1610)
Natividade com São Francisco e São Lourenço, 1609
Óleo sobre tela (268x197 cm)
Paradeiro desconhecido
Eu só queria desejar um feliz natal. Só que queria dizer que, afinal o natal é uma festa sobre o nascimento, não de alguém em particular mas de todos e cada um de nós. Eu queria dizer que gosto de imagens da Natividade. Por deformação académica eu queria desejar um feliz natal com uma obra de arte. E encontrei um Caravaggio que pelos vistos anda desaparecido:
" Roma El Comando de Carabineros para la Tutela de Patrimonio Cultural de Italia sigue el rastro de una larga lista de importantes obras robadas, pero diez de estas piezas que un día desaparecieron sin dejar rastro quitan aún el sueño a los agentes y a los amantes del arte.
Encabeza dicha lista la “Natividad” de Michelangelo Merisi, conocido como “Caravaggio”, que fue sustraída la noche del 17 de octubre en 1969 en el oratorio de San Lorenzo, en Palermo (Sicilia), y cuyo valor es incalculable.
Un miembro arrepentido de Cosa Nostra, la mafia siciliana, Francesco Marino Mannoia, explicó durante un juicio en 1996 cómo se había robado el cuadro: arrancándolo del marco con una hoja de afeitar, lo que le había causado serios daños.
“Cuando el comprador lo vio se echó a llorar y decidimos destruirlo porque era invendible”, reconoció entonces Mannoia.
Sin embargo, las esperanzas de encontrar esta obra resurgieron cuando el despiadado miembro de Cosa Nostra Giovanni Brusca intentó, aunque sin éxito, negociar un mejor trato carcelario a cambio de información sobre el paradero del cuadro.
Salvatore Cangemi, también de la mafia, aseguró durante otro proceso que el lienzo no se ha destruido y que se expone durante las reuniones de Cosa Nostra como “símbolo de su poder” .
“El hecho de que muchas de estas obras hayan desaparecido hace tantos años no nos desalienta y continuaremos buscándolas siempre”, explicó Raffaele Mancini, responsable del Comando de Carabineros para la Tutela de Patrimonio Cultural."
(aqui)
O meu Natal tem pedidos a mais... O vosso também?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A obra de arte como nuvem
(e o historiador de arte como... o quê?)
“The historician is, in every sense of the word, only the fictor, which is to say the modeler, the artisan, the author, the inventor of whatever past he offers us. And when it is in the element of art that he thus develops his search for lost time, the historian no longer even finds himself facing a circumscribed object, but rather something like a liquid or gas expansion – a cloud that changes shape constantly as it passes overhead. What can we know about a cloud, save by guessing, and without ever grasping it completely?”
in Confronting Images: Questioning the Ends of a Certain History of Art, by Georges Didi-Huberman
“The historician is, in every sense of the word, only the fictor, which is to say the modeler, the artisan, the author, the inventor of whatever past he offers us. And when it is in the element of art that he thus develops his search for lost time, the historian no longer even finds himself facing a circumscribed object, but rather something like a liquid or gas expansion – a cloud that changes shape constantly as it passes overhead. What can we know about a cloud, save by guessing, and without ever grasping it completely?”
in Confronting Images: Questioning the Ends of a Certain History of Art, by Georges Didi-Huberman
Para ver no Museu do Chiado
Western Union: Small Boats de Isaac Julien.
... e parabéns ao museu: finalmente um site, com um design apetecível e informações actualizadas (que muita falta fazem para a tese da rapariga!)
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