Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

sábado, 14 de março de 2015

MONSTRA, Monstrinha

Hoje fomos à sessão de apresentação do DVD da Monstrinha no cinema São Jorge: 15 anos de festival e 15 maravilhosos filmes para todas as idades! Fico sempre contente quando vou ver coisas assim com o Manuel.
Depois passámos pelo Largo Camōes para ver o cinema mais pequeno do mundo. Foi divertido.
Não percam, a Monstra andará à solta ainda mais uma semana (em Lisboa) e o cinema ambulante ainda passará pelo Príncipe Real.

terça-feira, 3 de março de 2015

Ernest et Célestine

O Domingo à tarde é dia de cinema cá em casa. Normalmente é o pai que escolhe os filmes, para o M. ficar entretido enquanto eu faço - hiper mega stressada - todas as tarefas domésticas que não fiz durante o fim-de-semana.
Mas no último Domingo a escolha era tão boa que não resisti. Apaixonei-me por Ernest et Célestine. (já tinha passado na Monstra há um ou dois anos, mas na altura não vimos). É mesmo um filme a não perder!
(E por falar nisso, a Monstra já anda por aí outra vez e o nosso programa já está sublinhado)


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

O tempo, Tarantino e "Os de cima e os de baixo"



Com o Manuel a começar a querer espreitar à porta do mundo é inevitável que comece a pensar nalgumas coisas que vão passar a ser menos frequentes. É verdade que temos uma vida atarefada, mas de vez em quando conseguimos ir ao cinema... Vou sentir a falta disso, ainda por cima quando não consigo ver filmes em casa. Cinema é uma sala grande, escura, com um ecrã do tamanho do mundo ( e fujo a sete pés dos sítios onde existem pipocas). Cinema não é a minha sala, nem a minha televisão. Ainda queria ir à cinemateca, mas na Sexta ficámo-nos pelo Tarantino que está cada vez melhor (assim como os dois protagonistas masculinos: Brad Pitt e Christoph Waltz). Impossível de perder.
Antes disso passámos pela livraria do Monumental e apaixonei-me por um livro da Kalandraka: Os de cima e os de baixo. Ultimamente acho que gasto mais dinheiro em livros infantis, do que para adultos: é que as ilustrações são mesmo irresistíveis!! Mas antes de dar entrada na MAC, onde espero que o meu bebé nasça rápido e saudável, ainda quero comprar Walden, ou a Vida nos Bosques - acho que deve ser bom para os primeiros meses de mamã.
A bebé da Ana já nasceu. E tu Manuel? Está na altura de começares a pensar nisso...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Visto no Indie

Gosto especialmente de documentários sobre artistas: ajudam a conhecer melhor a sua obra e a espreitar a forma como se relacionam com ela. Gosto de Bartolomeu Cid dos Santos - professor na Slade durante quase toda a vida - pelas fantásticas gravuras que fez e pelas últimas pinturas (que apresentou na 111, se não me engano). O documentário de Jorge Silva Melo mostrou-me um Bartolomeu que não conhecia: inteligente, divertido, cheio de energia. Merecia mais atenção da parte da história da arte.

Não vi o filme todo do André Godinho sobre o Manuel Hermínio Monteiro, mas a escolha das imagens apresentadas pareceu-me muito acertada, começando pelos fragmentos do Mil Folhas a ele dedicado - provavelmente o exemplar de jornal mais bonito alguma vez editado em Portugal (e eu também tenho!).

No Fórum Lisboa, Aguirre, de Werner Herzog não foi tão estranho como eu esperava, depois de ter lido coisas mais esquisitas sobre o realizador (que chegou a comer os próprios sapatos), mas valeu muito a pena.

Foi o Indie possível este ano. Para o ano já cá estará o bebé e só poderei ir com a ajuda dos avós!

domingo, 19 de outubro de 2008

Do Outro Lado


É bom ter um cinema perto de casa. Aliás, é bom ter um cinema Medeia perto de casa. No meu caso é o Fonte Nova, que ainda por cima é calminho e nunca tem muita confusão (apesar de alguns casais na casa dos 40 que vão fazendo uns oportunos comentários ao longo do filme, do estilo: "Oh, coitado!" ou "Agora é que eles se encontram."...).
É bom poder sair em 5 minutos para ver um filme que vale realmente a pena. Neste caso foi "Do Outro Lado", um filme de Fatih Akin, numa produção alemã e turca que bem espelha o que o filme trata. (O próprio Akin é alemão/turco, ou turco/alemão, conforme o ponto de vista.)
Mas, como há quem escreva sobre cinema muito melhor do que eu o faria, aqui fica:
"(...) a essência de "Do Outro Lado" está muito menos nas nacionalidades do que nas universalidades: mais do que questionar posições ou atitudes, Akin conta uma história, ou antes, três histórias que se reflectem e se iluminam mutuamente sem nunca se cruzarem realmente para além da mera coincidência. O filme começa-se a ganhar aí, nessa aparente submissão à mecânica do filme-mosaico para logo seguir a desarmar com uma elegância extraórdinária que, ao mesmo tempo, evita olhar para os lugares comuns da mesma maneira: estes três pares de pais e filhos , mães e filhas, não se cruzam apenas porque seria conveniente à estrutura narrativa, e podem gravitar naturalmente em direcção uns aos outros, mas nunca passam de cometas em órbita fugaz que usam essa gravidade para reembalarem no seu trajecto.
"Depois, "Do Outro Lado" torna-se uma peculiar abordagem do velho "conflito de gerações" que estão mais próximas umas das outras do que pensam, gente que compreende à custa da sua própria experiência o que "ser filho/a de" ou "ser pai/mãe de" quer dizer, gente que se chega perigosamente perto do fim de tudo e aí encontra a energia para recomeçar." Jorge Mourinha, Y, 10,Out.,2008