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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

os maravilhosos desenhos dele

Quando, no fim do ano escolar, o M. trás as pastas da escola, cheias de desenhos, fico sempre maravilhada. Eu sei que todas as mães adoram os desenhos dos filhos, e que isto não é nada de especial... Mas para mim, que até sou historiadora de arte, são mesmo das melhores coisas que existem.
Ele desenha muito. A nossa casa parece um atelier porque eu nunca o proibi de desenhar em nenhum sítio: existem desenhos na mesa de refeições, nas paredes, na porta de casa, na mesa de trabalho. As outras mães, mais arrumadas e fãs da limpeza devem achar um sacrilégio, mas para mim, qualquer desenho dele é uma maravilha, ou uma tentativa - e ambas são igualmente válidas!
Este ano, com a aprendizagem das letras e a ter de fazer tudo direitinho, tenho alguma receio que os desenhos se tornem menos espontâneos... Ando sempre a espreitar, a tentar ver como as coisas evoluem.
O que eu gostava mesmo, mesmo é que ele nunca deixasse de desenhar!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os átomos de infantilidade

"É preciso pensar o devir-criança enquanto átomos de infantilidade, que produzem uma política infantil (desta vez, sim) molecular, que se insinuam nos afrontamentos molares de adultos e crianças..."
S. Corazza, Infancionática..., 2003, p. 101

Daqui, deste texto de Walter Omar Kohan

sexta-feira, 6 de março de 2015

Ainda da Adriana

Já ouvia a Adriana Partimpim antes de ser mãe e gosto tanto dela como da Calcanhoto. Agora, depois de a ter visto com a Orquestra Gulbenkian, no papel de narradora de Pedro e o Lobo e com versões orquestradas das suas próprias canções, ainda gosto mais da Partimpim. Felizmente, as suas músicas não são para pequenos nem para grandes, são boas músicas e as boas boas músicas são para toda a gente.
Uma das canções que mais admiro e gosto de ouvir é a Formiga Bossa Nova, com um poema do Alexandre o'Neill que eu gostava que fosse verdade para a minha vida - e que também é cantado de forma exímia pela Amália Rodrigues.
Mas do último concerto, fiquei mesmo fã de "O Mocho e a Gatinha" e esta semana tenho ouvida estas música vezes sem fim (e o vídeo também é muito bonito). Reparei entretanto que a filosofia de vida por trás de "Formiga Bossa Nova" e "O Mocho e a Gatinha" é praticamente a mesma e assim, talvez eu, um dia, deixe de trabalhar e me aventure numa grande viagem pelo mar num lindo bote verde ervilha...

Que bela gata Deus me meu!


terça-feira, 3 de março de 2015

Ernest et Célestine

O Domingo à tarde é dia de cinema cá em casa. Normalmente é o pai que escolhe os filmes, para o M. ficar entretido enquanto eu faço - hiper mega stressada - todas as tarefas domésticas que não fiz durante o fim-de-semana.
Mas no último Domingo a escolha era tão boa que não resisti. Apaixonei-me por Ernest et Célestine. (já tinha passado na Monstra há um ou dois anos, mas na altura não vimos). É mesmo um filme a não perder!
(E por falar nisso, a Monstra já anda por aí outra vez e o nosso programa já está sublinhado)


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Música para nós

Há muito tempo - 5 anos - que a minha vida cultural é a vida cultural de uma mãe com uma criança de 5 anos. Isto significa duas coisas:
1. Deixei de ir tão frequentemente ver coisas para adultos. À excepção de exposições salvam-se uns dois filmes por ano e uma ou duas peças de teatro, normalmente no Maria Matos.
2. Praticamente não há fim-de-semana em que não tenha programas culturais, só que esses incluem o Manuel.
À partida, esta segunda opção, poderia soar muito mal. Há coisas péssimas só sob pretexto de serem "para crianças", mas a verdade é que descobri que as coisas para a primeira infância podem ser tão maravilhosas e enriquecedoras como as coisas para adultos. Esta descoberta foi feita graças a excelentes projectos que existem pelo país e, mais exactamente em Lisboa: os concertos para bébes do Paulo Lameiro, o programa para os mais novos do Teatro Maria Matos, o Descobrir da Gulbenkian (e sempre, sempre as exposições) e a Fábrica das Artes do CCB (onde me surpreendo e aprendo sempre).
Há gente que sabe que as coisas para adultos também são para crianças e vice-versa, quando isso acontece com músicos, cineastas, encenadores e outros artistas, isso é maravilhoso (e conforta o coração de muitos pais, acreditem).
É isso que me tem acontecido no CCB e que voltou a repetir-se ontem no concerto dos Sete Lágrimas, que tanto eu como o Manuel - menos habituado a ouvir as músicas do grupo - adorámos. É mesmo um projecto sério e de uma óptima qualidade, vale a pena ouvi-los! 
E é tão bom viajar sem sair do lugar!

domingo, 22 de junho de 2014

De viagem


O Manuel desenhou um barco. Hoje à tarde apanharei um avião para aterrar num aeroporto que se chama Frederic Chopin. É bonito, o nome. Dizem que a cidade também.
Amanhã irei de comboio para uma cidade de que nunca tinha ouvido falar, até ao dia em que respondi ao call for paper. Deveria estar feliz, vou falar numa universidade sobre uma parte muito bonita do museu em que trabalho. Espero aprender muito com as conferências dos outros especialistas. (E espero que a minha corra bem.)
Deveria estar feliz, mas o meu avô está no hospital. O meu coração está muito pequenino.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Dele

Hesitei em dar-lhe canetas de feltro, sabia que ia ser irreversível e queria que ele aprendesse a desenhar e a pintar com lápis de cor. Dei-lhas ainda com dúvidas, mas desde aí não tem parado de as usar e a galeria de retratos cresce a olhos vistos... 
Sou uma mãe tão babada!


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Calendário do advento

Procurei alguns na net, mas na realidade nenhum me encheu as medidas e todos levavam algum tempo a fazer. Aproveitei uma idea do site Playful learning, que adoro, mas em vez de frases sobre a família escrevi pequenas actividades para fazer com o Manuel, de forma a tornar o advento mais rico em criatividade. Depois, foi só encher o frasco de uma maneira qualquer...

Vou mostrando algumas das surpresas que as noites e os pequenos papéis enrolados ou dobrados nos trazem.

(também temos um calendário daqueles com chocolates, claro!)

 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Prémière

A cidade a preto e branco só será apresentada amanhã, juntamente com uma pequena história quase quase improvisada. Vocês são os primeiríssimos a vê-la. Foi feita em duas metades da minha hora de almoço e numa noite em que o Manuel andava entretido a brincar com a prima.
Mas tudo isto não teria sido possível sem a ajuda do melhor MELHOR site da net: MR PRINTABLES!
Divirtam-se, que nós também! (Apesar do nervoso miúdinho)

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

As paixões dele

Fomos ver o Kirikou à festa do cinema francês e ficámos fãs! É um filme que apetece ver e rever vezes sem conta e o Manuel anda sempre a trautear as canções. Se estivéssemos cá este fim de semana, para além do festival Big Bang (até já tínhamos bilhetes) se calhar ainda íamos ver o Kirikou 2,mas não vai dar.

Para além disso, parece-me que o fantasma do Mozart veio viver cá para casa:

1- Ouvimos a criatura a toda a hora

2- "Mãe, quando for grande vou chamar-me Amadeus"

3 - Quer ir buscar o músico, "lá ao sítio onde ele está morto" (cheira-me a crime)

4 - Anda muito descontente porque os amigos não sabem quem é o Papageno

( JURO que não tenho nada a ver com isto)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sei que a infância é um país fugaz. Soube-o ainda pequena, nas mudanças de escola e de colegas e depois mais tarde, quando os meus irmãos mais novos cresceram ( o João e a Sara são 15 e 16 anos mais novos que eu). Esta é talvez a principal razão de ser uma mãe tão pouco desprendida - uma mãe galinha, como se costuma dizer - e andar sempre com a cria atrás. Estes feriados e nos últimos fins-de-semana fizemos muitas coisas, andámos para trás e para a frente, o Manuel viu coisas que nunca tinha visto e nós, os pais, também. Foi o Santo António, as sardinhas, o arraial, o algodão doce, o castelo de São Jorge, as pegadas de dinossauros, o render da guarda, os coches e depois, uma exposição da Lygia Clark que esteve na Praça da Figueira.
Nem fazia bem intenção de ir com o Manuel - gosto do trabalho da Lygia há muito tempo e queria realmente experimentar porque só tinha visto umas obras há muito tempo na Casa de Serralves - mas como ele anda sempre connosco, foi. Éramos quatro adultos e ele e houve um momento em que quis experimentar  "O túnel", uma maga de pano elástico em cada pessoa entra por um lado, para se encontrarem no meio, e o Manuel, tão querido, foi experimentar comigo. Ele entrou por lado, eu por outro e gatinhamos, gatinhamos, até que por fim nos encontrámos a meio e foi um momento tão mágico e bonito que nunca mais me irei esquecer. Desse encontro resultou esta fotografia, tirada pelo pai.



Mais tarde, disse que ele tinha sido muito corajoso por entrar no túnel, e que era o meu companheiro de aventuras, o que é a mais pura das verdades.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desenhar



Antes de ser mãe prometi muitas coisas (não tantas com a Malika Chopra, embora algumas coincidam) e uma delas foi que livros de pintar jamais entrariam lá em casa... Mas a verdade é que ora pela mão de uns ou de outros, lá forma chegando e o M. foi começando a fazer-se a eles. Eu, sou feroz defensora da criatividade e tudo o que me cheire a facilitismo criativo  faz-me comichão. E os livros de pintar, estes de pintar direitinho e dentro do contorno, ai, ai, ai... Mas vou fazer o quê? Mesmo assim não é tão mau como o tempo que passa a ver bonecos no You Tube (que ontem até o Winnie the Pooh em russo nos calhou na rifa!).
Às vezes pinto com ele e mostro-lhe outras formas de pintar: com cores misturadas, às pintinhas ou então até desenhar coisas nos fundos dos desenhos (onde será que este elefante está?). Enfim, eu tento... Ele gosta realmente de pintar.
Quanto a mim, fico deliciada quando lhe dá para o desenho, ainda por cima quando vem acompanhado de narrativa, como aquele dia em que o pai estava na casa do pinheiro e depois saiu par ver o Voltuja (1) que estava no buraco: "Aqui vês?"


(1) Voltuja é um personagem imaginário de um filme do Winnie, mas que de vez em quando também aparece lá em casa (e risca paredes e faz outras patetices). Aparece também na vossa casa?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Produções Mãe Galinha, Filho Pintainho

Já passou a Páscoa, mas os pintainhos nasceram ainda na semana passada e tiveram logo destinatários certos (um já está entregue).
Foram feitos a partir de caixas de ovos, como vimos no facebook (aqui)

sábado, 9 de abril de 2011

Contapetes



Depois de uma semana e meia fechado em casa por causa de um bicho chamado varicela, fomos ver os Contapetes para bebés ao Maria Matos. O Manel, como sempre, fica muito concentrado a olhar e não é muito de se intrometer mas, no fim, revisitámos todos os tapetes e ainda trouxemos dois livros para nos lembrarmos das histórias em casa.
A repetir...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A casa






10 minutos aqui, dez minutos ali... aqui está a casa (e eu confesso que fiquei muito orgulhosa da obra)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A flor


"Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas linhas com que Deus faz uma flor!"
Almada Negreiros

quarta-feira, 31 de março de 2010

Pequenas coisas com a máxima importância


Gosto destes jardins em miniatura. Transmitem imensa tranquilidade e são como pequenos mundos. Quando era pequena a minha tia tinha uma pequena estufa em forma de casa. Adorava ficar a olhar para ela quendo ia lá a casa, acho que tinha fetos lá plantados.
Hoje tenho um grande globo daqueles que se usam nos laboratórios químicos, mas há anos que tem a mesma planta... Prometo, em breve, recolher vários espécimens para o reabilitar, mas não garanto que fique tão bonito como estes.
Quando o Manuel for maior construo um com ele, como tão bem se ensina aqui.

sábado, 14 de novembro de 2009

...is more

“Imagination is more
important than knowledge.
For knowledge is limited
to all we now know
and understand, while
imagination embraces the
entire world, and all there
ever will be to know and
understand.”
Albert Einstein

Roubado aqui*