sexta-feira, 21 de junho de 2013

O meu primeiro Santo António


(este blogue está em diferido....)

Embora seja uma lisboeta com 36 anos de vida nesta cidade (excluindo um em que estive em Barcelona), quase posso dizer que este foi o primeiro Santo António, pelo menos no sentido canónico do mesmo, porque pela primeira vez fui ver a procissão dedicada ao santo. Não que seja católica, mas a verdade é que as procissões são uma forma de fé que me interessa, embora não saiba bem explicar porquê.. Quando era pequena ia com a minha avó Clotilde ver passar a procissão de Nossa Senhora da Saúde, em Sacavém e adorava: era ao mesmo tempo estranho e belo.
As procissões de velas ainda hoje me emocionam,são lindas e parecem pertencer a outro tempo, parece-me sempre haver ali algo de profundamente humano, uma coisa que nos liga a todos, quer se chame fé, espiritualidade ou talvez simplesmente esperança. Por isso, como lisboeta que sou, senti que era tempo de conhecer melhor a minha cidade e um dos santos mais importantes para ela (o padroeiro da cidade é São Vicente).

Quando era pequena, o Santo António era uma fogueira à porta da escola primária. No fim de uma descida alguém - nunca soube quem - fazia essa fogueira, havia tão poucos carros na altura... E então, todos os anos havia esse aperto na barriga, a dúvida, o perigo... "Salto ou não salto?" Todos os anos em que houve fogueira saltei, mas na realidade não me lembro de quando se deixou de fazer... Lembro, sim, desse sentimento de satisfação e orgulho depois de saltar a fogueira, era algo mágico que pensava sempre que só os maiores e mais corajosos conseguiam fazer....

O que gosto no Santo António e nas festas populares é esta capacidade de puderem ser comemoradas de tantas formas diferentes, por tanta gente diferente... Mas não posso negar que sinto uma certa nostalgia das fogueiras e do "tostãozinho para o Santo António".
Para o ano há mais!


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